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Na edição do programa Colunistas ao vivo, o companheiro Rafael Dantas abordou como tema de como a esquerda pequeno burguesa está capitulando diante do golpe militar.

“A intervenção militar no Rio de Janeiro é parte da política dos setores mais pró-imperialistas que estão dando o golpe de estado no Brasil. Mas a esquerda não combate isso e nem se coloca a altura dos acontecimentos. A maior parte da esquerda está perdida em mil considerações eleitorais, colocaram na cabeça que a população apoia a intervenção militar, orientam a sua militância em torno das eleições, como se a eleições fossem acontecer esse ano da mesma forma que aconteceu nas eleições anteriores antes do golpe de estado que derrubou Dilma Rousseff da presidência.

A situação mudou. Ela continua avançando em processo crescente, em um aprofundamento contínuo do golpe, por conta disso a reação de diversos setores da esquerda diante do golpe vem sendo extremamente fraca, e mais propriamente representam uma capitulação diante do golpe. A esquerda pequeno burguesa não tem posição diante do golpe. A sua política diante da intervenção militar no Rio de Janeiro se resume a apenas a se opor a intervenção alegando que, ela é apenas uma manobra populista e eleitoreira de Michel Temer, e como se ela não tivesse consequências mais reais para o mundo real.

É difícil lutar contra a intervenção militar porque (segundo eles) estaria apoiando a intervenção. E essa intervenção significaria um apoio ao governo, um apoio a Michel Temer, ou seja, um apoio ao governo mais impopulares dos últimos tempos. Portanto a esquerda se orienta em torno das eleições. Eu tive a oportunidade de participar no Rio de Janeiro nesta última semana, de uma reunião convocada pela esquerda na Favela da Maré. O que se colocou nesse debate, chama-se a atenção, é o fato de que a esquerda não aparece com as suas próprias bandeiras não aparece com o seu próprio nome.

Era um grupo formado por pessoas do PSOL, só depois da polêmica, só se descobriu isso depois da reunião e com certeza não fazem jus a um de seus Psolistas mais celebres, o professor universitário Vladimir Safatle, professor da USP, que recentemente há bem pouco tempo atrás escreveu um livro chamado “A esquerda que não teme dizer o seu nome”. Nós encontramos na Favela da Maré uma esquerda que está a léguas de distância da perspectiva de dizer o seu nome, para não dizer simplesmente que é uma esquerda que não quer dizer o seu nome, que não quer se apresentar como tal, sequer dizer o nome de seu partido, por conta das considerações de tipo eleitoral e que colocam essa esquerda a reboque da direita.

Na Favela da Maré, o que se apresentou nessa reunião para 80 pessoas uma minoria de moradores da favela, e o que os dirigentes dessa reunião e representantes desse partido reproduziram foi o discurso de que a intervenção militar no Rio de Janeiro é uma ação de tipo eleitoreira para a população, para tratar da segurança pública, de uma nova maneira de resolver o problema, mas mantiveram a discussão restrita tal como a rede globo e o governo pautaram . Abandonaram qualquer perspectiva de defenderem que a intervenção significa um enorme perigo, uma grave ameaça aos direitos democráticos e não pediram a saída das tropas do Rio de Janeiro.

A esquerda não vê o perigo, ela se recusa a ver que é um golpe militar e que ele vai evoluir para uma ditadura mais ou menos profunda. E por esse motivo, a esquerda não faz campanha contra a intervenção. Todos os setores questão buscando um posicionamento eleitoral, recuaram ainda mais depois do golpe de estado. Se os militares quiserem dar um golpe de estado estarão em uma posição muito favorável, pois consolidando a sua intervenção no Rio de Janeiro praticamente sem resistência.

Se por um outro lado os militares quiserem ocupar o regime político por dentro com uma fachada democrática, os militares encontraram também uma posição muito favorável. Em todos os cenários, em todos os postos, eles adquiriram uma posição chave, uma posição muito favorável, o desenvolvimento da situação vai depender de os militares conseguirem manter a ocupação em território carioca e fluminense em uma normalidade. Como já dissemos, o desenvolvimento de uma ditadura vai dependendo de uma série de fatores, uma série de contradições políticas que vão empurrando a situação de um lado para o outro, e nós devemos contar com essas situações, e nós devemos contar dentre essas variações, dentre essas contradições do regime a posição, a ação do povo pobre e trabalhadora, no caso do Rio de Janeiro da população que está nos morros e nas Favelas a pressionarem os militares no sentido oposto do que pretendem os militares.

A maneira com que os militares irão desempenhar o seu regime depende da reação daqueles que estão submetidos ao regime político a classe trabalhadora. Não é possível dizer de que maneira irá se compor o regime militar a partir dessa intervenção no Rio de Janeiro, que coloca as forças armadas no papel de primeiro plano no regime político. A situação caminha para um regime autoritário, disso não se pode haver dúvida. A presença dos militares mostra que a situação caminha nesse sentido, a nossa posição deve ser de levar imediatamente uma campanha para as ruas, é preciso denunciar o golpe militar imediatamente, e deixar bem claro que o regime caminha para uma ditadura.

O nosso partido lançou uma campanha em escala nacional com milhares de cartazes e milhões de panfletos distribuídos em todo o Brasil e em especial no Rio de Janeiro contra a intervenção militar. Nós fazemos um chamado junto aos companheiros de comitês de luta contra o golpe, aqui e em todos comitês que estão organizados contra o golpe, contra a prisão de Lula, contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, contra o golpe e suas medidas com a reforma trabalhista, a reforma da previdência, nós chamamos a todos os companheiros que estão mobilizados contra o golpe e os seus aspectos a se mobilizarem nessa luta, a levarem para as ruas, a fazerem um chamado a toda a população do Rio de Janeiro, a derrubar a intervenção militar, que as forças armadas e o imperialismo querem impor sobre o país.”

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