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Neste vídeo é possível perceber como o golpe vem avançando, atacando cada vez mais a esquerda e os trabalhadores. Sendo o controle cada vez maior dos militares, as perseguições judiciais aos dirigentes do PT e a recessão econômica os problemas mais gritantes desse momento. Ao mesmo tempo, há disposição de luta por parte dos trabalhadores, como exemplo, a ocupação de Barontini pelos operários. Só mesmo através dessas ações e engrossando as atividades comitês de luta contra o golpe é possível vencer esses ataques golpistas.

“Olá! Bem-vindos a mais um programa ‘Colunistas ao vivo’. Aqui no seu canal COTV. Gostaríamos no programa de hoje de comentar os episódios importantes que evidenciam claramente o reforçamento do aparato repressivo e do encaminhamento do país para uma ditadura sob o controle dos militares.

Alguns episódios das últimas horas, dos últimos dias mostram claramente a tendência diante do desmoronamento do governo Temer ao reforçamento do setor militar, da influência desse setor no governo. E do controle sobre postos centrais no governo.

Pela primeira vez, em vinte anos, o Ministério da Defesa foi ocupado diretamente por um militar. E o ex-ministro da defesa, Raul Jungmann, homem de confiança dos militares, foi transferido para o Ministério da Segurança. E diretamente o Ministério da Segurança destituiu da Polícia Militar, colocando a frente desse órgão, que tem sido fundamental em toda a operação golpista, Rogério Galloro. Um elemento de confiança do general Etchegoyen, que comanda a Secretaria de Segurança institucional.

E, evidente, que os militares veem se reforçando através de uma série de medidas no governo. Ao mesmo tempo que o governo Temer mostra claramente seu enfraquecimento, os militares vão assumindo um controle cada vez maior do governo. Como mostra também a ocupação, a intervenção militar do Rio de Janeiro. Que entrevista no começo dessa semana, o general interventor, que tomou a frente a intervenção, anunciou como sendo um laboratório para todo o Brasil.

Ou seja, está evidente que a intervenção no Rio de Janeiro nada tem a ver com o problema de combate à violência como se anuncia. Mas, se trata de uma preparação de conjunto do Exército, das Forças Armadas para uma intervenção militar geral no país. Como defendem setores importantes, fundamentais das Forças Armadas, que controlam nesse momento postos chaves do governo.

Por outro lado, é visível a intensificação da política de repressão contra a esquerda e contra a organização dos trabalhadores. Um fato notório dessa semana é a ação da própria Polícia Federal contra o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, dirigente do PT, sindicalista e dirigente da CUT, que está sendo perseguido e ameaçado de indiciamento por suposta acusação de corrupção. Como vem procurando desde o início da Operação Lava Jato e toda a operação golpista.

O ataque ao ex-governador da Bahia evidencia que para direita não se trata apenas de perseguir, de condenar. Como já o fez, e prender o ex-presidente Lula. O ataque é o conjunto da esquerda. Jaques Wagner era apontado por setores da imprensa burguesa, e até por alguns setores do próprio PT, como uma espécie de plano B do Partido dos Trabalhadores. Ou seja, uma alternativa diante da eventual prisão de Lula como candidato à presidência da República.

A perseguição ao petista baiano evidencia que não adianta plano B. Que a única alternativa é defender de todas as maneiras, mobilizar contra a prisão do ex-presidente Lula. Que a direita não está disposta a dar nenhuma chance.

Ao mesmo tempo, por exemplo, que persegue, ameaça de indiciamento, condenação e até prisão o dirigente petista baiano, e diante deste o próprio ex-presidente Lula, a Polícia Federal faz vistas grossas, não há nenhuma medida, por exemplo, contra o tesoureiro do PSDB, Adão Pretto, contra quem surgiram provas de contas na Suíça, de mais de R$ 113 milhões. Nesse caso, não há perseguição, não há prisões, não investigações contra os dirigentes do PSDB, como o próprio Geraldo Alckmin, candidato à presidência da República. Mas, no caso Partido dos Trabalhadores são evidentes os ataques e uma demonstração de que não há qualquer possibilidade de entendimento. Não há qualquer possibilidade de uma solução através de uma via que seja por meio de uma negociação no Judiciário, de um entendimento com setores golpistas.

Está claro que a direita, inclusive sob coordenação de seus setores mais reacionários, setores mais reacionários das Forças Armadas, estão investindo claramente para intensificar a pressão, prender o ex-presidente Lula e intensificar a questão de controle militar do país.

Nessas condições, é preciso deixar claro que a paralisia, a confusão que ainda domina a maioria da esquerda é um dos principais obstáculos para enfrentar essa situação. Que precisa ser enfrentada por meio de uma mobilização revolucionária; nas ruas, através da intensificação dos comitês de luta contra o golpe e de uma ampla campanha contra a prisão do ex-presidente Lula, contra a intervenção militar em todo país.

Por isso, fazemos um chamado a todos que nos acompanham a se somarem, a participarem dos comitês, participarem da campanha da colagem de cartazes e de todas as iniciativas que visam mobilizar. Colocar nas ruas milhões de pessoas para enfrentar o golpe que se aprofunda que se intensifica com a intervenção militar no Rio de Janeiro e com as medidas que se aceleram de controle dos militares sobre o regime golpista

Por último, aproveitamos esse programa para destacar um importante acontecimento da manhã de hoje, manhã de quarta-feira, dia 28, em São Caetano, no ABC paulista, operários ocuparam por algumas horas as instalações do Frigorifico Barontini, diante do fato de que os patrões abandonaram a empresa, deixando de pagar salários e direitos dos trabalhadores mesmo com a produção tendo se mantido até alguns dias atrás. A ocupação de fábrica nesse momento, que precisa se intensificar, é a única resposta possível dos trabalhadores contra as demissões e contra o fechamento das empresas que tende a se aprofundar diante da política recessiva de destruição da economia nacional dos golpistas que derrubaram a presidenta Dilma e que seguem aprofundando o golpe sob o controle dos militares.

É necessário apoiar os operários do Barontini e intensificar esse tipo mobilização, a ocupação das fábricas, das obras contra as ameaças de demissões, contra o fechamento das empresas. Se os patrões não podem pagar os salários, cumprir os compromissos com os operários, estes precisam assumir o comando da produção, assumir o comando das empresas para garantir os seus empregos e seus salários.

Nosso abraço, nosso apoio aos operários do Barontini e a todos os trabalhadores que precisam responder com a sua mobilização e unir essa luta à luta contra o golpe de estado.

É preciso derrotar o golpe para impedir a catástrofe que a direita procura impor ao país para atender aos interesses do imperialismo.

Vamos à luta, mobilizar nos comitês e nas ruas contra o golpe, contra a prisão do Lula e contra a intervenção militar!

Um abraço e até a próxima semana!”

Compartilhe os vídeos dos “Colunistas ao vivo da CausaOperáriaTV” e ajude a intensificar a agitação e propaganda dos comitês de luta contra o golpe. Não à prisão de Lula! Não à intervenção militar! Anular o impeachment contra a presidenta Dilma!

 

 

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