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Nesta edição do programa Colunistas ao vivo, a companheira Natália Pimenta abordou como tema o avanço dos militares tanto por dentro do governo golpista de Michel Temer quanto pelas ruas evidenciando assim um iminente golpe militar.

“Boa tarde. Meu nome é Natália Pimenta e esse é mais um programa colunistas da causa operária TV. O tema de hoje é a militarização que o Brasil vem sofrendo. Ano passado quando o general Hamilton Mourão falou que o exército estava pronto para uma intervenção militar, muitos acharam que era uma fanfarronice dele, que ele não representava ninguém no exército, e que não significava nada aquela declaração, e hoje podemos comprovar o que vinhamos falando desde então que não é assim.

Em 2017 passou o ano se preparando para intervir na situação política, como cumprindo o papel de polícia, fazendo exercícios de garantia da lei e da ordem que são na verdade operações de ensaio para um golpe de estado. Quer dizer, vigiar rodovias, revistar pessoas levar pessoas presas, tomar conta de pontos estratégicos como aviões de grande porte, aeroportos, quer dizer, os militares passaram o ano de 2017 inteiro se preparando para um golpe militar.

E depois o que se viu foi os militares tomando conta cada vez mais da situação do governo e da situação política. Temos ai o general Sérgio Etchegoyen, que é o chefe do gabinete de segurança e que na verdade é agora o homem forte do governo foi quem articulou a intervenção no Rio de Janeiro e vem ai de uma enorme tradição familiar golpista. A Família dele já vem dando golpes desde o ínicio do século 20 pelo menos. Ele foi contra a comissão da verdade porque o pai e o Tio estavam denunciados na comissão da verdade. O Tio dele inclusive era uma das principais figuras da chamada casa da morte que foi responsável pela morte de inúmeras pessoas e que só veio a tona porque uma pessoa denunciou a existência dessa casa, senão a gente nem saberia.

Então o general tem ai uma grande tradição familiar golpista que defende a ditadura militar e tudo mais. E passaram aos mais altos cargos do governo outros militares como ministros, ministros da defesa e tudo mais. E ainda criaram o ministério do golpe, ainda mais um ministério de repressão e nem bem passou o carnaval e nós tivemos uma intervenção militar. E o que a gente ouve sobre a intervenção militar no Rio são as coisas mais escabrosas. Primeiro que eles estão fichando pessoas que entram e saem das favelas, o general Villas Boas pediu licença para matar. Ele quer uma licença para matar quem estiver armado e ninguém tem que se meter nisso. O exército está lá para matar e ninguém tem que ser punido e nem ninguém tem que falar nada.

E eles vem defendendo essa medida cada vez mais repressiva contra os cariocas. E o general responsável pela intervenção no Rio, o interventor Braga Neto defendeu que o que está acontecendo no Rio deve acontecer em todo o Brasil, quer dizer, nós podemos ver que os militares tomam cada vez mais conta da situação política no país. Eles estão tomando o governo por dentro, da pra ver que a essa altura, eles tomam conta de toda a situação política. Eles estão colocando ministros militares, ou ministros que são incapazes de bater de frente com eles. Eles já aprovaram a intervenção militar no Rio de Janeiro, logo logo irão aprovar uma intervenção em outros estados, sendo assim, o que falta para um golpe militar?

Se a situação no Rio for bem sucedida e ela se espalhar para outros estados, isso e um controle maior deles por dentro do governo, o golpe militar estará nas mãos deles. Até então basta tirar o presidente e colocar um militar, ou então uma variante de um governo militar; um governo civil em que os militares controlam de fato a situacão, que é uma variação por exemplo do que aconteceu no Uruguai nos anos 70, e isso não seria nada de estranho. O importante é a reação popular, é as pessoas reagirem, nós reagirmos ao que está acontecendo.

O golpe, uma operação dessa magnitude, vocês podem ter certeza de que é apoiado pelos E.U.A., a globo apoia a intervenção que vem ai para simplesmente devastar o país, devastar com a economia, privatizar todo o país e quem sabe até entregar a Amazonia, já conseguiram liquidar com as leis trabalhistas, e é óbvio que para conseguirem fazer isso é preciso força. Força bruta. A força dos militares. Uma operação dessa magnitude não vai simplesmente parar simplesmente ou por circunstâncias totalmente secundárias, não da para ficar torcendo para que ela acabe, para que ela não se desenvolva.

Ela só pode ser parada por uma grande mobilização popular, uma grande mobilização dos trabalhadores, e quando digo isso não falo simplesmente de passeatas de milhares de pessoas mas de uma reação por exemplo como a gente viu no final da ditadura. Greves maçivas, realmente uma mobilização geral da população como a mobilização dos trabalhadores. Não adianta a gente esperar aqui que ela acabe derrepent, não da para a gente esperar aqui para que ela não dê certo. A gente precisa se mobilizar o quanto antes, a gente precisa se mobilizar antes que isso aqui volte a ser uma ditadura militar.”

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