Colunistas da COTV: “Colocar o bloco na rua contra a prisão de Lula e a intervenção militar”

Na edição de ontem do programa Colunistas ao vivo do dia, o companheiro Antônio Carlos abordou como tema a necessidade de uma mobilização revolucionária para barrar a ofensiva golpista que caminha para uma ditadura militar.

“Olá. Bem vindos a mais um programa colunistas ao vivo da causa operária TV. Gostaria de começar esse programa destacando convite que recebemos para participar das comemorações dos 38 anos de fundação do partido dos trabalhadores. Nos somamos a essa iniciativa e principalmente nesse momento tão difícil, gostaríamos de reafirmar aquilo que dissemos em outras oportunidades, que nós do PCO partido da causa operária nunca nos somamos a setores da esquerda pequeno burguesa, que gostariam de ver o PT nos escombros, de ver o PT de joelhos, que fizesse uma auto-crítica e se colocasse na defensiva diante dos ataques da direita.

Nós entendemos que para reagir ao golpe, para reagir ao regime de estado de excessão que se instalou em nosso país a partir da derrubada do governo de Dilma Rousseff, é necessário que a militância do PT não se coloque de joelhos, erga a cabeça e junto com todas as organizações populares e movimentos sociais e saim as ruas para lutar contra o golpe com todos os trabalhadores e explorados do país. O PCO não quer tirar uma casquinha das dificuldades do PT, porque entende que, os ataques ao PT, significam um ataque aos trabalhadores e a esquerda de conjunto. Como o conjunto dos trabalhadores percebeu, esses ataques fez e está fazendo retroceder as condições de vida do povo brasileiro, aumentando o desemprego destruindo a economia e colocando em vigência um regime de cassação dos direitos do povo brasileiro.

Nesse momento gostariámos de resaltar a importância de se levantar a militância do PT e defender os comites de luta contra o golpe, que o PT traduziu-os como comitês de defesa ao Lula e da democracia. Nós achamos que é a hora de uma unidade mais ampla de todos os setores da esquerda contra esse regime, que claramente caminha para uma ditadura militar. Particularmente nesse momento, nesse programa, gostariamos de destacar dois fatos da mais alta relevância; Há poucas horas a defesa de Lula os embargos contra a decisão fraudulenta contra os juízes fascistas do TRF4 que ratificou a decisão fraudulenta do juíz Fascista Sérgio Moro, e ainda ampliou a sua sentença para 12 anos e 1 mês. Evidentemente, está armada uma operação para rejeitar os embargos e manter a condenação incostitucional do ex-presidente Lula, e possivelmente nas próximas semanas, conduzir o ex-presidente Lula a prisão, o que é totalmente incostitucional e ilegal como vemos assinalando, uma vez que a própria constituição assegura o direito de que se recorra a todas as instâncias antes presumindo a sua inocência. Estão rasgando a constituição.

E é por isso que convocamos a toda a militância do PT, dos trabalhadores, de todos os explorados de forma geral e a todos aqueles que se opõem ao golpe de estado, na defesa do estado democratico de direito a se levantarem contra essa medida, a unirmos forças, a sairmos as ruas colar cartazes, destribuir panfletos, participar de reuniões, plenárias, tudo para impedir a prisão do ex-presidente Lula. Essa situação de ditadura, de violação dos direitos democráticos, fica ainda mais evidente depois dos últimos acontecimentos no Rio de janeiro. Sobre isso, gostariamos de nos colocar contra setores da esquerda pequeno burguesa, que procuram apresentar a situação de maneira aloprada até, como uma tentativa do governo Temer de recuperar a popularidade e até mesmo disfarçar a derrota da derrota da reforma da previdência.

Companheiros, o que está em jogo é muito mais do que isso. O que está em jogo é uma ofensiva da direita, da maneira em que foi preconizada e conduzida pelos setores mais reacionários da direita que defendem a intervenção militar. Como assinalou os generais, o ministro da defesa que também é do exército, trata-se de uma aproximação sucessiva, uma imposição de um regime através de uma aproximação sucessiva, de um passo a passo. Como foi o caso de alguns bairros, algumas cidades do Rio de Janeiro, Natal, e a própria cidade do Rio de Janeiro, em outros momentos foi ocupado pelas forças armadas, pelo exército, através de exercícios de controle de lei e ordem, que sempre serviram para que o exército imposse a sua vontade sobre milhões de brasileiros.

Agora temos a intervenção militar em um dos estados mais populosos, um dos mais importantes do Brasil, justamente em um momento de violenta crise provocada pela política golpista, de corte de gastos, demissões em massa, ataque as empresas nacionais, promovendo o fato de que milhares de servidores públicos estão como os seus salários atrasados, política contra a qual a população tem se revoltado, e tem dado mostras significativas de que vem adquirindo disposição para lutar, como vimos no último carnaval em que a população mostrou a sua revolta contra o governo Temer, contra o governo Crivella e contra todos os golpistas.

A intervenção militar no Rio de janeiro nada tem de disfarce. Mostra claramente, que a ala mais direitista, golpista e reacionária da burguesia, os militares mais ligados aos imperialistas estão dando as cartas no regime golpista. A direita incapaz de vencer a esquerda ou de ludibriar o povo por meio de eleições, prepara a prisão de Lula, ou de inviabilizar a realização da mesma, ou a sua realização da mesma como uma grande fraude. Em um regime de verdadeira violação dos direitos deocráticos do povo. O que temos diante de nós tanto na prisão de Lula, como no caso da intervenção militar no Rio de Janeiro, o que temos diante de nós é o pisoteamento da democracia estabelecida pela própria burguesia, uma ditadura dos militares, do judiciário, do congresso golpista, defensores do capital estrangeiro.

Diante dessa situação, é necessário fortalecer e multiplicar os comitês de luta contra o golpe, sair colando cartazes, se mobilizar contra a prisão de Lula, contra a intervenção militar. É necessário multiplicar esses comitês de luta contra o golpe nos locais de trabalho, e intensificar essas mobilizações nos próximos dias em torno dos trabalhadores.

Um última palavra sobre a mobilização do último dia 19. Não é possível lutar contra medidas separadamente, nem contra a reforma trabalhista, nem contra a reforma da previdência, nem nada isoladamente. Nada está garantido. O recuo do governo mostrou a própria crise da burguesia e a rejeição a reforma da previdência. Mas se o golpe vingar, se a intervenção militar no Rio de Janeiro e em outros estados vingar, nada estará garantido. A reforma da previdência será aprovada e os ataques ao povo irão se aprofundar de maneira nunca antes vista. Para que isso não aconteça, é necessário lutar contra o golpe de estado de conjunto, e para isso é necessário fortalecer os comitês de luta contra o golpe. Vamos a luta.

Por ultimo fazemos um chamado a você para contribuir com a nossa vakinha da campanha contra a prisão do ex-presidente Lula. Nós precisamos de uma grande quantidade de material impresso e para isso a sua contribuição é muito importante. Um abraço e até a próxima semana.”

O programa colunistas ao vivo do dia vai ao ar todos os dias ao !2:00 sempre com um especialista em política tratando dos principais acontecimentos politicos da semana. Se inscreva em nosso canal da causa operária TV no Youtube e seja um dos já mais de 18 mil inscritos que estão fortalecendo a luta por uma TV que fique 24 horas no ar e combata o monopólio da imprensa capitalista, imperialista e golpista que há décadas domina os meios de comunicação no Brasil. E contribua também com a nossa Vakinha on line com o quanto puder e o quanto quiser.

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