O povo não quer os militares

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A greve dos caminhoneiros colocou em xeque o governo golpista, deixando o País quase parado, em “ponto facultativo”, pelo menos por enquanto. O problema se alastrou,  outras categorias estão em entrando em greve, como é o caso dos petroleiros, categoria fundamental para reagir aos ataques dos golpistas que para nesta quarta, dia 30. O movimento tende a se alastrar e estão dadas as condições para um greve geral contra o regime golpista.

A mobilização, dos caminhoneiros, é uma resposta aos ataques dos golpistas, às medidas por eles tomadas que vão no sentido de favorecer o grande capital internacional e destruir ainda mais as condições de vida do povo brasileiro e liquidar com a economia nacional. O golpe veio para deixar as coisas muito piores, e a reação deste setor evidencia a tendência explosiva da situação de conjunto, uma vez que o  golpe de Estado afeta a todos.

A direita e a imprensa golpistas estão tentando intervir na greve, para impor um caráter reacionário sobre o movimento, filmando pequenos grupos com  bandeiras e faixas a favor do golpe militar  e até mesmo levando materiais da direita para os caminhoneiros, chamando a intervenção militar.

A extrema direita quer os militares para aprofundar o golpe. Este setor, intervencionista, era minoritário até mesmo dentro das “mobilizações” golpistas que derrubaram Dilma Rousseff, que dirá dentro da greve dos caminhoneiros.

O povo não quer os militares, em lugar nenhum que não seja no quartel. O povo já passou e passa por experiência suficiente para rejeitar a ideia de intervenção militar.

Já tivemos a ditadura de 1964-1985 que executou milhares de pessoas e militantes da esquerda, aumentando, também, a perseguição contra todo o povo pobre e trabalhador.

Além disso, os números dos assassinados pela Polícia Militar, que aumentam todos os dias, em todos os estados brasileiros, especialmente depois do golpe de Estado. Isso sem falar da execução política de Mariele Franco, vereadora do Psol, em caso que permanece sem solução e tantos outros crimes de natureza política.

Neste momento, esta corja reacionária também mantém preso a maior liderança popular do País e líder isolado nas pesquisas de intenção de voto para presidência da República, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

É preciso dizer que os direitistas são um setor minoritário da greve dos caminhoneiros, isso sem sombra de dúvidas. Tanto assim, que o regime golpista tratou de reprimir os bloqueios e colocou o Exército para escoltar uma série de caminhões de combustíveis. Além disso ficou evidente que os sindicalistas golpistas que, desde o primeiro momento, buscaram estabelecer um acordo traidor com o governo Temer, não têm qualquer autoridade.

Assim, emergencialmente é preciso entrar em cena os trabalhadores, os petroleiros e demais categorias alvo do golpe. É preciso impulsionar a greve geral, a ser convocada pela CUT, Central Única dos Trabalhadores, que agrega cerca de quatro mil sindicatos em sua base. Este povo é que deve tomar as ruas e enfrentar o regime golpista, lutando pela liberdade do ex-presidente, estatização da Petrobras e contra todas as medidas dos golpistas.