Lutar contra o golpe e os militares é a única justiça para Marielle

Marielle Franco foi executada, em 14 de março deste ano, pelas forças militares do Rio de Janeiro, e não por “bandidos”, “criminosos”, como a imprensa busca apresentar. Disso não pode haver dúvida. Recente matéria divulgada pela imprensa burguesa revelou que ela foi morta por tiros de metralhadora, o que explica os quatro tiros na cabeça.

Somente uma arma deste porte consegue acertar o alvo quatro vezes quase no mesmo lugar antes que a pessoa caia morta. Contudo, a descoberta do tipo de arma que efetuou os disparos é tudo que se tem até o momento. Não pode haver ilusão, ninguém será incriminado, é preciso uma ampla mobilização contra as forças de repressão do Estado.

Essa deve ser a única saída para aqueles que querem “justiça” para Marielle. É preciso colocar o povo na rua, os moradores das favelas, dos bairros operários, enfim, todos que se deparam com o problema da repressão da polícia.

Não existe investigação decente do caso porque a execução de Marielle foi feita com a cobertura de todas as forças de repressão, e por que não dizer, do próprio Poder Judiciário, que está controlado pelos golpistas, não só no Rio como em todo Brasil.

No Rio de Janeiro é preciso organizar os trabalhadores de conjunto, contra a intervenção militar na cidade, que é um principais pontos de apoio dos golpistas que tomaram de assalto o regime político.

A expulsão das forças de repressão é algo plenamente viável, e que já foi feito pela população carioca. É preciso organizar esse movimento, colocar em marcha uma luta aguda contra os militares, contra o golpe de Estado. Essa é a única justiça para Marielle.