Estado tucano presta homenagem a execução feita por PM

Neste final de semana, a ação de uma policial militar ganhou a capa das páginas de grupos direitistas das redes sociais. A pm a paisana, diante de um assalto em andamento, sacou sua pistola e disparou duas vezes contra o rapaz.

Os tiros disparados pegaram no peito e na perna do jovem, que, depois de ser levado ao hospital faleceu. A direita vibrou, pois é a política em prática de “bandido bom é bandido morto”.

Antes de mais, cabe ressaltar que a conduta da policial foi totalmente errada, tendo disparado contra o rapaz sem antes mandar ele soltar a arma e se render. Essa é o procedimento a ser adotado, atirar para revidar uma agressão.

A imprensa diz que o homem teria atirado, antes ou depois dos disparos da policial. Pelas imagens, essa versão não se sustenta. Ele cai ao chão depois de levar o primeiro tiro, e, mesmo com a arma na mão não dispara.

O golpe de Estado instigou ainda mais gente como a policial, que, como se diz, fica com o “dedo nervoso”. A corporação, incentivada por toda campanha direitista dos golpistas, está matando muito mais que anos anteriores, com ou sem farda.

Essa ação, dos moldes aqui descritos, foi homenageada pelo governador de São Paulo, Márcio França, do PSB, que não inovou neste sentido seus aliados do PSDB. O governo tucano é o que mais homenageia assassinos, sabe-se que quanto mais e mata, maior a chance de ser promovido dentro da PM, de ser congratulado pelos governantes.

É essa a política do golpe. De inaugurar uma nova fase de perseguição à população pobre, negra e trabalhadora. É preciso que se diga: a policial não tinha o direito de disparar contra o rapaz. Foi uma execução e é preciso que as organizações dos trabalhadores, dos negros e demais movimentos sociais denunciem mais essa selvageria.