Encarceramento em massa: o plano da direita golpista

Antes mesmo do golpe de Estado, da deposição ilegal de Dilma Rousseff, a direita sempre teve como um dos principais objetivos de sua política o ataque contra a população pobre e trabalhadora, revestido, no caso da justiça, no aumento das penas, dos crimes, do encarceramento do povo pobre, independente da existência ou não de crimes.

Esse ataque, se por um lado promove o fim dos direitos trabalhistas e democráticos em geral, por outro, impulsiona agressões físicas abertas, como é o caso da atuação da Polícia Militar nas periferias do Brasil, e simples existência de um sistema penal herdeiro da ditadura militar, um resquício da própria escravidão brasileira.

Essa política é importante para a direita porque busca reprimir o povo e impedir que este se organize em torno dos seus direitos, especialmente os negros. O negro, para o sistema repressivo, é uma pessoa que deve ser perseguida, presa ou morta, e isso é o que explica as milhares de mortes cometidas pela polícia brasileira, todos os anos. 

Com o golpe de Estado, esse problema foi aprofundado, culminando em rebeliões em penitenciárias, mortes dentro das cadeias, superlotação e uma das maiores populações carcerárias de todo o mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos, que possuem prisões até mesmo fora de suas fronteiras, e para a China. 

O golpe aprofunda o ataque repressivo contra o povo negro e trabalhador porque é a direita golpista que, sempre, controlou o sistema de repressão ao povo. Desde à ação da PM ostensiva, o processo, julgamento e a execução da pena nos depósitos humanos chamados de penitenciárias. 

A cadeia, assim, cumpre o papel fundamental para a direita de destruir uma considerável camada do povo trabalhador, já que é de conhecimento, até mesmo mundial, de que a prisão não regenera ninguém, pelo contrário, serve para devolver o ser humano ao estado mais selvagem possível. 

Também é por esse motivo que é preciso derrotar o golpe de Estado, derrubar Jair Bolsonaro, o presidente dos golpistas e um dos maiores incentivadores do aumento da repressão contra o povo. Se o golpe não for derrotado, os números de presidiários irão aumentar cada vez mais, e mais mortes serão registradas nos estabelecimentos penais. Prender o povo, mantê-lo em condição sub-humana, torturá-lo, sempre foi um objetivo dos escravocratas brasileiros que, com o golpe, assumiram o governo federal e uma série de governos estaduais, após as eleições fraudulentas de 2018.

Ao contrário do que pensa a esquerda pequeno-burguesa, bem adaptada ao regime golpista, ao funcionamento da justiça penal, é preciso colocar o povo negro, o povo trabalhador nas ruas, contra o golpe de Estado, pela derrubada de Jair Bolsonaro, pelo fim das prisões brasileiras e libertação da massa carcerária.