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Pouco antes de viajar para Israel, o  presidente ilegítimo Jair Bolsonaro, em meio a boatos de que o ministro da Educação, Velez Rodriguez, seria demitido, nomeou o tenente brigadeiro Ricardo Machado Vieira para ocupar a Secretaria Executiva do Ministério da Educação (MEC), o segundo posto na hierarquia daquele órgão que detém o maior orçamento da União.

O “interventor”, já atuava na Educação como chefe de gabinete no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Machado foi chefe do Estado-Maior da Aeronáutica e secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto do Ministério da Defesa, sendo considerado “homem forte no círculo militar”, amigo de general Augusto Heleno (ministro do Gabinete de Segurança Institucional) e contemporâneo do vice-presidente, General Mourão.

 

O militar será o terceiro nome em apenas três meses a ocupar o posto e a própria imprensa golpista que pode vir a assumir o comando do MEC  – mesmo que interinamente – em breve, até que o governo encontre um novo nome definitivo para o posto.

A “intervenção militar” no órgão se deu em meio a um enorme processo de crise, na semana em que dois importantes nomes do segundo escalão foram afastados dos seu postos no MEC, por conta da suspensão e, depois, recuo, da realização da prova de avaliação da alfabetização, parte do Sistema de Avaliação Ensino Básico (SAEB), que evidenciou a divisão interna do Ministério entre diversas alas, como os “olavistas”, mais ligados ao próprio presidente e ao seu “guru”, Olavo de Carvalho (que chegou a comemorar vitória sobre militares); os chamados “técnicos”, integrantes da burocracia estatal da Educação e os militares. A nomeação do tenente brigadeiro, parece indicar que este último setor ganha força – assim como ocorre em todo o governo – diante da enorme crise dos setores mais próximos do presidente, como ocorre em todo o governo improvisado de Bolsonaro.

Depois de declarar que os brasileiros são “canibais” e “ladrões”, de defender o ensino superior apenas para a “elite”, de propor um plano de militarização das escolas e declarar guerra contra os professores, estudantes e o ensino público em geral, o ministro colombiano (naturalizado brasileiro) está entre os mais cotados para cair, em um governo que está na “corda bamba”, pela sua impotência para enfrentar a crise econômica que se agrava e impor os planos macabros do imperialismo contra o povo brasileiro, a começar pela bilionário roubo das aposentadorias, disfarçado de reforma da Previdência.

A situação é mais um sintoma da crise geral do governo e do regime político detonada pela crescente rejeição popular contra o governo Bolsonaro, expressa por milhões no carnaval, apontada nas pesquisas de opinião encomendadas, realizadas e divulgadas pela própria imprensa burguesa (que apontam um crescimento de 118% da rejeição ao governo) e que também se evidencia crescente na tendência à mobilização como se viu no último dia 22, Dia Nacional de Luta Contra a Reforma da Previdência.

A situação reafirma a necessidade de  um movimento nacional de luta contra a destruição do ensino público, contra os ataques aos educadores (80% do sexo feminino e que são os maiores alvos das “reformas” do governo, como a liquidação das aposentadorias) e contra o regime golpista, por meio de uma Dia nacional de mobilização, como apontado pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação) e por meio da greve geral.

Essa luta precisa ter como eixos a luta contra o próprio regime político, levantando reivindicações que sirvam para uma derrota geral do mesmo, com o é o caso das reivindicações fundamentais de liberdade para Lula e de todos os presos políticos e de Fora Bolsonaro e todos os golpistas.

A própria imprensa capitalista passou a falar de que há um “apagão do MEC”,  durante os três meses do governo Bolsonaro. Na realidade todo o País, e não apenas a Educação, está sobre a ameaça de um “apagão”, caso o regime nascido com o golpe de Estado de 2016, não seja colocado abaixo.

É preciso aproveitar a enorme divisão interna da direita, dos golpistas, para fazer avançar a luta por uma perspectiva própria dos trabalhadores e demais explorados diante da situação, colocando abaixo o conjunto do regime golpista.

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