PSDB aproveita o frio para fazer limpeza social

Para quem mora em São Paulo, essa época do ano não dá nem para dormir direito em seu próprio quarto de tanto frio que faz nessa terra, para os padrões de uma País tropical. As temperaturas podem chegar à 4, 5 graus e, à noite, nas ruas, é praticamente impossível ficar exposto a este frio.

Aqui, como nas demais grandes capitais, o centro está repleto de moradores de rua. É gente, em sua maioria esmagadora, que não consegue emprego, que foi demitida durante a crise, que perdeu sua habitação, enfim, uma gigantesca população que aumenta a cada dia, especialmente diante do aprofundamento da crise que o País enfrenta.

Uma prefeitura, mesmo que reformista, deveria prover algum abrigo para essa gente, fornecer alguma alternativa para esses moradores de rua, pelo menos durante o inverno, que é bem rigoroso em São Paulo.

O que faz o PSDB? Esse partido, como política geral, mas especialmente em São Paulo, todos os anos, promove ataques aos moradores de rua. Como noticiado pela imprensa capitalista, a GCM (Guarda Civil Metropolitana), uma espécie de carniceira da repressão, a mando do Executivo, retira os cobertores e papelões dos moradores de rua, à noite, na calada, e os deixam à própria sorte.

Já foi noticiado que, inclusive, o PSDB já deu banho de água fria nos moradores de rua do centro de São Paulo, com caminhões-pipa. Do mesmo jeito, à noite, quando faz mais frio, contra gente indefesa que nem local para se refugiar do frio conseguiu.

Não se trata de uma gestão apática, que não faz nada pelos pobres. Mas de uma administração ativa, que ataca a população mais carente do Estado. É uma política deliberada de massacre social, pois muitos morrem de frio nas calçadas da cidade. Ninguém vai saber dizer quantos são, pois a mesma prefeitura que retira os cobertores dos moradores de rua é a mesma que vai recolher o corpo no chão. Os números que são apresentados não chegam nem próximos à realidade.

Com o golpe de Estado, essa política do PSDB se aprofundou, da mesma forma que aumentaram o número de mortos pela Polícia Militar em todo o Brasil. Nestes primeiros anos de golpe, o povo pobre foi o mais atacado, o mais duramente atacado, por ser o mais frágil em se defender. 

A política da direita golpista, que disse lutar “contra a corrupção”, que derrubou Dilma Rousseff, é essa vista nas ruas do centro do São Paulo. É uma política de limpeza social, de genocídio do povo negro, de escravidão contra a juventude, de massacre geral contra os pobres. 

É contra essa política racista e fascista do PSDB e dos golpistas que é preciso se organizar, em primeiro lugar, para derrubar o mandante principal dessas ações, Jair Bolsonaro. Lutar por eleições gerais com Lula livre.