Cinema brasileiro colonizado

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O governo Bolsonaro está, dito patriota, está acabando com tudo que é brasileiro. As grandes empresas estatais e riquezas nacionais estão indo para as mãos do imperialismo internacional, Embraer, Petrobras, Eletrobras, Correios, Banco do Brasil, Banco Central, a lista é extensa.

Na área cultural não é diferente. Vide o que foi feito com o Ministério da Cultura e os cortes feitos aos diversos segmentos culturais. O cinema brasileiro é uma das frentes de ataque do governo Bolsonaro. No apagar das luzes do governo Temer, durante o processo de transição, foi alterada quase que completamente o Conselho Superior de Cinema, órgão que delibera sobre a política de exibição e produção de cinema no País. Entre os membros representantes haviam cineastas e organizações de pequenos realizadores de cinema. O que os golpistas fizeram? Substituíram estes representantes da Netflix, Google e de estúdios de Hollywood no Conselho. Além de representantes da Globo e Record. Em suma, entregou “o galinheiro às raposas”.

Um fato recente e até lateral que passou desapercebido ocorreu há duas semanas, a exibição da final do campeonato da Liga de Futebol Americano, A NFL, o  SuperBowl nas salas de cinema no Brasil. Em parceria com a ESPN, a Cinelive, colocou o SuperBowl em nada mais e nada menos que 110 salas de cinema para a exibição desse lixo que é o futebol norte-americano. As redes Cinemark, Cinepólis, Cineflix, Cinesystem, UCI e Espaço Itaú exibiram o “espetáculo” com o chamado “Mais emocionante que muito filme.”  Para constar 110 salas de cinema é lançamento de porte médio no mercado brasileiro.

O pior é saber que este tipo de exibição já ocorre no Brasil há seis anos com a desculpa que aqui é o terceiro maior mercado consumidor. Segundo a Filme B, que monitora as bilheterias no Brasil, o público que assistiu o SuperBowl foi de 10 mil pessoas, o que dá em média 90 por sala de exibição, pode-se dizer que foi um terço de lotação das salas de cinema, um resultado razoável que gerou R$ 374 mil de arrecadação.

É a invasão cultural imperialista por meio do cinema, com as facilidades criadas pela liberação do mercado cinematográfico. Será que o Estados Unidos permitiram o final do Brasileirão ou da Libertadores da América nas salas de cinema do Tio Sam com o argumento do grande número de brasileiros e latinos na “América”? É óbvio que não!

É empurrar um esporte atrasado, sem graça, que o brasileiro não gosta e não joga para dominar o país em todas as áreas. Diminuir a cultura nacional com o lixo que vem dos Estados Unidos.