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Antônio Carlos Silva

Antônio Carlos Silva

Sobre o Toninho

Militante do Partido da Causa Operária (PCO) desde as suas origens. Membro do Comitê Central do Partido, secretário Sindical e coordenador da Corrente Nacional Sindical Causa Operária.

Professor do Ensino Público do Estado de São Paulo, atua na oposição da Apeoesp.

Foi candidato a diversos cargos pelo PCO em eleições regionais e nacionais, levando a propaganda revolucionária às grandes massas.

Participa do conselho editorial do Jornal Causa Operária, do qual é colunista.

Apresenta os programas Resumo do Dia e Resumo da Semana, na Causa Operária TV. Também é âncora do programa Comando de Greve.

Frota, Joice, MBL...

Perigo: querem derrotar os atos usando os “filhotes” de Bolsonaro

Enfiar esses inimigos do povo brasileiro no movimento que se ergueu na luta, é um golpe. É uma preparação para que o movimento seja dominado por elementos ainda mais reacionários

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Escrevi essa nota imediatamente após participar da Plenária Nacional para discutir a proposta de um “super pedido”do impeachment do presidente ilegítimo Jair Bolsonaro. Na reunião virtual, realizada na quinta-feira, 24 de junho, nos deparamos com um verdadeiro golpe contra as manifestações que tomaram conta do país nos dias 29 de maio e 19 de junho. Manifestações que foram resultado de um amplo processo de luta e mobilização que o PCO, junto com os Comitês de Luta e outras organizações de esquerda de todo o País, levaram adiante.

O ato de 1° de Maio de Luta, na Praça da Sé, e também as mobilizações do dia 13 de maio contra as mortes provocadas pela polícia em defesa da população negra, impulsionaram as centenas de protestos com centenas de milhares de pessoas, dos dias 29/5 e 19/6 e abriram caminho para um movimento ainda maior, trazendo para as ruas grandes contingentes dos trabalhadores e da juventude e levando àquilo que todo o País anseia nesse momento: pôr fim ao governo genocida de fome, miséria, desemprego, imposto pela direita golpista que tem à frente Bolsonaro, mas que foi apoiado por todos os inimigos do povo, imposto como resultado do processo fraudulento, de golpe, da prisão do ex-presidente Lula.

Na plenária, realizada na manhã de 24 de junho, surgiu, como que do nada, a proposta de trazer para esse movimento, a pretexto de assinar um pedido de impeachment, elementos da direita golpista, elementos destacados que apoiaram o governo Bolsonaro, que foram às ruas pela derrubada da presidenta Dilma Rousseff, do PT, que comemoraram e apoiaram a prisão criminosa de Lula. Entre eles estão o MBL (Movimento Brasil Livre, surgido para Líderes candidatos e seletividade nos protestos marcam o Movimento Brasil  Livre - Primeiro Plano - HOMEfazer campanha contra a esquerda, antipetista e pelo golpe de Estado em 2016), o ex-ator pornô e deputado Alexandre Frota (agora no PSDB e que na reunião teve a cara de pau de se dizer convertido à centro-esquerda), e File:Henrique Meirelles, Jair Bolsonaro, João Dória Júnior, Joice  Hasselmann e Paulo Guedes.jpg - Wikimedia Commons Joice Hasselmann (ex-líder do governo na Câmara dos Deputados pelo PSL, bolsonarista de primeira hora). São inimigos dos trabalhadores. Participaram e participam ainda de todos os ataques e tudo que atinge diretamente os trabalhadores como as reformas da Previdência e trabalhista, as privatizações etc. 

Enfiar esses inimigos do povo brasileiro no movimento que se ergueu na luta, nas ruas, nos últimos dias é um golpe. Pior ainda, trata-se de uma preparação para que o movimento seja dominado por elementos ainda mais reacionários e criminosos, como é o caso do PSDB de FHC e Doria, do DEM etc. É a imposição da chamada “frente ampla” àqueles que saíram às ruas para derrubar o governo. Essa manobra foi feita sem discussão em nenhum fórum democrático, sem nenhum debate com aqueles que realizaram as manifestações. É uma política para levar à derrota a mobilização que nós vimos realizando nas ruas. 

É a repetição do que a gente já viu em 1984, com a campanha das Diretas Já, que, iniciada como um movimento de mobilização dos trabalhadores e da esquerda, foi roubada, foi tomada pela direita e resultou no famigerado governo Sarney. É a repetição do que aconteceu no início da década de 90 com a campanha do Fora Collor que foi realizada pelos estudantes, trabalhadores, pela esquerda e, de novo, roubada pela direita e deu lugar ao infame governo Itamar Franco, da privatização da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) e em violentos ataques aos trabalhadores. A continuidade dessa política foi a eleição do detestável governo FHC, da era das privatizações, da fome e da destruição do País. Querem repetir essa derrota, esse golpe, trazer os inimigos do povo, calhordas, genocidas, para dentro do movimento de luta, e esfriar, desmoralizar, derrotar o movimento.

Na reunião, nós do PCO, nos manifestamos totalmente contrários a essa iniciativa, diante do silêncio de todos os setores da esquerda, inclusive daqueles setores da chamada “Assembleia do Povo” (UP, setores do PSOL etc.) que criticam Lula e o PT, mas se omitiram, se calaram vergonhosamente diante dos “submarinos” da direita.

Queremos chamar a atenção para este problema e a necessidade de um amplo debate a respeito desse golpe contra o movimento de luta, da esquerda, do povo trabalhador. Propomos a realização de plenárias do movimento para discutir essa situação que só se tornou possível com outro golpe aplicado esta semana que foi marcar o próximo ato somente para quase 40 dias depois da última mobilização. Com isso abriram espaço para, nos bastidores, nas costas da mobilização, tramar essa articulação com a direita. 

Queremos dizer que nós do PCO não vamos nos comprometer com esse tipo de política. Vamos chamar os trabalhadores e a juventude que estão participando dos atos a repudiar a presença da direita e chamar a mobilização contra essa infiltração e essa política de derrotas para o movimento. Da mesma maneira que não vamos assinar absolutamente nada com setores golpistas, fascistas, inimigos do povo que levaram ao golpe de Estado de 2016, à derrubada de Dilma, prisão do ex-presidente Lula, e a aprovação de todas as medidas impostas contra os trabalhadores. São genocidas, inimigos do povo, amigos e aliados de Bolsonaro e de toda a direita golpista. Não vamos também aceitar a tentativa de tomar de assalto a mobilização como incita a revista Veja, o jornal Folha de S. Paulo e outros órgãos da imprensa burguesa com matérias em defesa do verde e amarelo e contra as bandeiras vermelhas nas manifestações contra Bolsonaro. 

Chamamos toda a esquerda a se pronunciar diante desse fato. Chamamos os companheiros do PT, da CUT, do MST, da CMP e a todas as organizações de luta a repudiar essa política e seguir em frente convocando uma mobilização independente, sem golpistas, vermelha, cujo objetivo seja derrubar Bolsonaro e defender as reivindicações do povo, como a vacina para todos, o auxílio emergencial, para o que é necessário derrotar não só Bolsonaro, mas todos os golpistas, incluindo os que querem entrar no nosso movimento como um verdadeiro cavalo de Troia.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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