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A lenda da urna sem cabeça

Izadora Dias

Izadora Dias

Coordenadora do coletivo de negros João Cândido, militante do Partido da Causa Operária. Apresenta de segunda a sexta, o Reunião de Pauta na Causa Operária TV, às 9h e o programa Tição no mesmo canal às quinta-feiras às 19h.

Vitória do movimento operário

Obrigada, PCO!

O PCO, no período da quarentena, se colocou como vanguarda da classe operária e rompeu a paralisia da esquerda com o seu vitorioso 1º de Maio nas ruas

Militante do bloco do PCO no ato de 29 de maio na Av.Paulista em São Paulo – Foto: Emanuela Godoy

Neste 29 de maio aconteceram atos por todo o País, até em cidades pequenas, manifestantes mostraram publicamente o seu total repúdio contra o governo de Bolsonaro que já matou mais de 500 mil pessoas com a pandemia, reivindicaram vacinas, auxílio emergencial, contra os cortes e ameaça de fechamentos das universidades, contra a privatização dos Correios, por empregos e diversas outras reivindicações pelos direitos do povo.

Uma grande vitória dos setores populares, das bases das organizações de esquerda que pressionaram para que as lideranças abandonassem as lives na internet e fizessem a luta nas ruas. E especialmente uma grande vitória da luta política que a direção e a militância do Partido da Causa Operária fizeram incansavelmente nos últimos meses contra a paralisia da esquerda.

Quando a pandemia chegou ao Brasil, os governantes apareceram com a campanha do “fique em casa”, a medida de isolamento social claramente não funcionaria para a maioria da população e não impediria o avanço das contaminações, pois além da imposição do lockdown, nenhuma alternativa financeira foi dada para os trabalhadores que não poderiam fazer o home-office e muito menos foram realizados testes em massa, investimento em vacinas ou preparação para a compra delas para impedir as 500 mil mortes contabilizadas. Finalmente, esta campanha só serviu para as lideranças de esquerda se isolarem em casa, fechar os sindicatos, iniciar as lives e esperar Bolsonaro estabelecer a segurança sanitária.

Mas o PCO não parou, foi aos bairros formar conselhos populares, bateu de porta em porta para constatar que o vírus é um problema até mesmo secundário diante de todas as mazelas que a população pobre sofre. Além do trabalho nos bairros, o PCO iniciou os atos e mutirões públicos, convocou a militância, alguns companheiros do PT se juntaram e domingo após domingo, estiveram lá, propagandeando a necessidade de não abandonar as ruas, muito menos para a extrema-direita que não deixou de pedir em público a volta da ditadura, de mostrar o seu apoio ao genocida Jair Bolsonaro, etc.

O 1º de Maio foi o ápice dessa luta, obviamente o Partido da Causa Operária não deixaria de realizar ato presencial no dia mais importante da luta dos trabalhadores. Não deixaria de estar nas ruas para repudiar todos os ataques que essa classe vem sofrendo, nem muito menos cairia no papo de que um ato seria o maior perigo para aqueles que diariamente já enfrentam as piores condições sanitárias em uma pandemia, como os transportes públicos lotados, a falta de teste e de vacinas. Neste 1º de Maio o PCO levou milhares para o centro de São Paulo e derrotou a política do “fique em casa”. Se antes, lideranças de esquerda, como Guilherme Boulos, disseram que só poderíamos sair às ruas depois do fim da pandemia, após o ato do 1º de Maio, não por vontade própria, eles tiraram o pijama e saíram de casa.

Encerramos o mês com atos gloriosos, atos que demonstram que as ruas são do povo, são da esquerda e nela permanecemos para alcançar as nossas vitórias.

A burguesia não poderá colocar a sua cabeça no travesseiro e descansar em paz, enquanto existir o Partido da Causa Operária – e ele está apenas começando – a luta revolucionária da classe operária estará em boas mãos e não abandonará as ruas.

A todos os camaradas e à direção do Partido da Causa Operária repasso os “muito obrigado” e “parabéns” que recebemos nas ruas, nas redes – por aqueles totalmente impossibilitados de saírem de casa – pela nossa atuação política.

A você que chegou até aqui,

agradecemos muito por depositar sua confiança no nosso jornalismo e aproveitamos para fazer um pequeno pedido.

O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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