Antônio Carlos Silva

João Caproni Pimenta

Sobre o João

João Jorge Caproni Pimenta é estudante de Letras da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). Militante do Partido da Causa Operária (PCO) e coordenador da Aliança da Juventude Revolucionária (AJR).

Iniciou sua militância política e estudantil em Junho de 2013, quando a juventude e os trabalhadores realizaram uma grande mobilização contra o governo do Estado de São Paulo, então liderado por Geraldo Alckmin (PSDB).

Responsável pela Agitação e Propaganda do PCO, João Caproni Pimenta é editor do Diário Causa Operária e da Causa Operária TV. Também é colunista do Jornal Causa Operária e co-autor do livro “A Era da Censura das Massas”, junto com Rui Costa Pimenta, presidente do Partido.

Vai ser ao vivo!

Ato virtual do PSTU: Banda “esquerda” do bundaço neste 1º de maio

A burocracia sindical brasileira está dando um baile nos estudantes este ano. As “centrais” decidiram fazer do 1.º de maio, um bundaço.

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No movimento estudantil temos uma instituição que é extremamente polêmica: o bundaço. Este neologismo universitário é, como todos os neologismos desta casta, um nome bonito para um troço absurdo. O troço em questão é um “ato de protesto” onde pequenos-burgueses deslocados da realidade mostram os glúteos contra determinada coisa ou pessoa. É uma inutilidade total. Desmoraliza quem faz, dependendo de quem faz, desmoraliza quem assiste.

Não me leve a mal, o movimento estudantil não é todo assim. Os elementos mais militantes rejeitam este tipo de “performance” típica do esquerdista ultra-pequeno-burguês que nunca lidou com o movimento operário. Em momentos de direitismo, baixa do movimento e desesperança geral é comum setores da esquerda (que nunca foram muito afeitos a fazer muita coisa) trocaram a luta por uma militância de bar chique da Vila Madalena. Esta ideia é comum à classe média alienada em geral, na hora dificuldade de lutar eles trocam a luta por um simulacro de luta.

A burocracia sindical brasileira está dando um baile nos estudantes este ano. As “centrais” decidiram fazer do 1.º de maio, um bundaço. Figurado, caro leitor, figurado. Decidiram fazer do 1º de maio um dia sem atos de rua. A desculpa seria a pandemia. É importante dizer que menos de 1% dos trabalhadores podem fazer home-office. No dia do trabalhador, o trabalhador vai trabalhar e o sindicalista fica em casa. Legal, né? Mas não acabou! Os companheiros decidiram fazer uma “live”, uma transmissão ao vivo por rede social para protestar! Grande iniciativa, enquanto bolavam esta grande iniciativa tiveram uma ideia genial também: chamar João Doria, FHC e Rodrigo Maia! É uma ideia ótima. FHC matou crianças de fome no seu governo, esmagou greve de petroleiros! João Doria é outra boa ideia para o dia trabalhador, ele é especialista em espancar professor, recentemente ele levou uma centena à morte ao decretar a volta às aulas presenciais. Rodrigo Maia dispensa a apresentações, o desgraçado garantiu que a base das “centrais”, o povo, nunca vai se aposentar. Olhando o nível do bundaço figurado, talvez fosse melhor que estes tresloucados fizessem um bundaço de verdade, seria menos vergonhoso. Mas para isso precisa sair de casa. O Facebook não permite nudez nas transmissões. Esse negócio de “live” é tão ruim que nem comporta o “radicalismo” do bundaço.

Calma, fica pior, muito, muito, muito, pior mesmo

Agora, bom mesmo foi o PSTU. Eles que não tiveram pudor de apoiar no FHC na hora de derrubar a Dilma, agora querem aparecer como a banda esquerda do bundaço das centrais. Eles teriam mais direito que a CUT, CTB ou Força Sindical de compartilhar a chamada de Zoom com FHC e Doria (a frase perde todo o efeito, “compartilhar palanque” é bem mais épico, mas é o nível da nossa polêmica).

O PSTU decidiu fazer uma “contra-live”. Ou seja, ao invés de fazer chamada de Zoom vergonhosa com os outros, vão fazer chamada de Zoom vergonhosa, sozinhos! Lembremos que a base dos sindicatos deles está trabalhando, os sindicalistas é que não saem de casa por nada neste mundo. Parabéns às duas bandas do bundaço!

Vamos piorar um pouco o quadro. Os bolsonaristas decidiram fazer um ato de rua em “defesa do direito de trabalhar” no 1º de Maio. Sindicatos em casa 1º, extrema-direita nas ruas. É trágico

Se você quer fugir desta arapuca, temos uma solução simples: o PCO está chamando um ato de rua, nacional, na Avenida Paulista, às 14h neste 1º de Maio. Nada de ato da direita, nada de ato virtual com bandidos políticos e nem ato virtual com apoiadores “esquerdistas” do golpe de 2016. Vamos exigir a derrubada dos governos genocidas, como Doria e Bolsonaro, exigir um auxílio emergencial de um salário mínimo, o trabalhador quer comer, não quer esmola e um plano de combate  à pandemia. É hora de tomar as ruas e por a direita para correr. Venha conosco.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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Às ruas por fora Bolsonaro, emprego e contra as privatizações - Análise Sindical (Reprise)

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