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Luta pela terra
2019 foi o ano dos latifundiários
A recusa da esquerda em enfrentar Bolsonaro levou a um completo desastre no campo, com perda de direitos, paralisação da reforma agrária e avanço da violência do latifúndio.
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Luta pela terra
2019 foi o ano dos latifundiários
A recusa da esquerda em enfrentar Bolsonaro levou a um completo desastre no campo, com perda de direitos, paralisação da reforma agrária e avanço da violência do latifúndio.
Bolsonaro e representantes do latifúndio que estão no governo. Imagem: reprodução.
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Bolsonaro e representantes do latifúndio que estão no governo. Imagem: reprodução.

A prisão de Lula e a fraude nas eleições levaram o fascista Jair Bolsonaro a presidência da República e levou a um governo controlado diretamente pelo setor mais atrasado dos latifundiários e a um desastre total na luta pela terra e a população do campo.

O ano teve início com a extinção de órgãos importantes para a reforma agrária e a agricultura familiar como o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e a nomeação de um conhecido latifundiário para a recém-criada Secretaria de Assuntos Fundiários, Antonio Nabham Garcia.  Daí para a frente a situação foi de mal a pior.

Bolsonaro e Nabham militarizaram diversos órgãos governamentais com a nomeação de generais a policiais em todos os cargos responsáveis pela reforma agrária, Fundação Nacional do Índio (Funai) e no Ministério do Meio Ambiente, colocando em prática uma política de ataque a luta pela terra e, principalmente, aos movimentos sociais que organizam os trabalhadores, como o MST.

Houve a paralisação do processo de reforma agrária e de demarcação de terras, corte de recursos para programas de fomento a agricultura familiar, assistência técnica e em programas de aquisição de alimentos.

Em consequência dessa política não houve sequer uma desapropriação de terra para a reforma agrária, uma demarcação de terra indígena ou quilombola e a aprovação de uma legislação de apoio a grilagem de terras (MP 910) e um plano de privatização de assentamos da reforma agrária em todo o país.

Esse cenário de apoio irrestrito ao latifúndio, transformou o ano de 2019 um dos mais violentos da última década, mesmo com a política dos movimentos sociais de não entrar em confronto com o latifúndio, o que resultou em despejos, ameaças e assassinatos de lideranças, principalmente indígenas.

Fica evidente a necessidade de derrubar Bolsonaro e impedir que governe até 2022 como defende setores da esquerda. A política de terra arrasada e de latifundiários no governo está levando a um caos e uma violência a patamares altíssimos e leva a impossibilidade de um mínimo acordo com o governo.

Há uma enorme rejeição ao governo e 2020 tem que ser o ano de reverter essa situação e colocar os trabalhadores para enfrentar o fascista Bolsonaro e os latifundiários para derrotar essa política no campo e na cidade. Conviver com Bolsonaro irá agravar ainda mais essa situação no campo e a política de resistência e de não enfrentar a direita contribuiu para essa ofensiva no campo.

É preciso lutar pelo fora Bolsonaro e pelo fim do latifúndio no país.