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Para reagrupar os professores e funcionários da escola pública do estado, derrotados na aprovação da Reforma da Paraná Previdência, todos à 2ª Conferência!
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2019.07.13 Assembleia estadual APP Sindicato
Assembleia de 13/07/2019, quando a direção entregou a greve: APP-Sindicato |

Nos próximos sábado e domingo (14 e 15 de dezembro), ocorrerá a II Conferência Aberta dos Comitês de Luta em São Paulo, para debater os rumos da luta contra o golpe de Estado e a extrema direita. Os professores e funcionários de escola, alvos sistemáticos da política dos golpistas, devem utilizar essa oportunidade para reagruparem-se na luta contra a direita.

Na última quarta (4),professores e funcionários do Paraná sofreram um gigantesca derrota protagonizada pelos deputados golpistas, que aprovavam o roubo da Paraná Previdência, tendo como coadjuvante uma direção sindical que segue capitulando, desarmando greves e ocupações ajoelhada diante da ofensiva da extrema direita.

Duas políticas: resistência (lobby parlamentar) vs mobilização popular (fora Ratinho, Bolsonaro e todos os golpistas)

Neste momento, a disputa interna dentro da esquerda paranaense é a mesma da esquerda brasileira. De um lado a política da resistência

A posição da esquerda paranaense, expressa na capitulação da direção da APP Sindicato no roubo da previdência no Paraná, ocorreu no mesmo dia em que a esquerda parlamentar aprovou o pacote anticrime de Sérgio Moro. Isto não é coincidência, a atitude da direção da esquerda paranaense é a miniatura da postura da esquerda Congresso nacional, que mostrou estar completamente integrada ao regime bolsonarista. Por isso a maior parte da esquerda, adota contra o “fora Ratinho/fora Bolsonaro e todos os golpistas” a chamada política da “resistência”.

Resistir é a política para encontrar um espaço comum com a direita, não para impor uma derrota decisiva aos golpistas. É a ideia expressa por setores ultra direitistas da esquerda, como o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), que propagou a ideia da situação política do golpe de Estado no Brasil não se tratar mais de “esquerda vs direita”, mas de “civilização vs barbárie”.

Esta política induz a ideia de que seria uma necessidade prática se unir com setores que não são de esquerda, como com o centrão (PSDB, DEM, MDB e afins), pois estes seriam os setores “civilizados”. No Paraná, essa ilusão no MDB é incentivada e expressa no apoio e ligações que a esquerda tem com o ex-senador e governador Requião. No entanto, esses setores formam justamente a base do governo Bolsonaro e essa política serve, portanto, para que a esquerda, sob o pretexto da unidade civilizatória, fique a reboque de governos como os de Ratinho Jr e Jair Bolsonaro. Essa política, em última instância, transformará a esquerda em apêndice do bolsonarismo e irá levá-la a destruição.

As sucessivas derrotas incentivam os trabalhadores à ideia de que estão isolados na luta contra a direita e que não têm recursos de se levantar e de lutar, mas apenas de se resignar diante da luta de classes. Por outro lado, ao vincular suas reinvindicações parciais e específicas a um movimento mais amplo do proletariado, os trabalhadores são incentivados a compreenderem o seu papel na luta de classes e o potencial transformador que só a classe operária e o proletariado possuem.

Portanto, só há uma forma dos professores e funcionários do Paraná superarem a crise da sua direção: adotar uma política que vincule sua luta parcial – em defesa da Escola Pública e de melhores condições de trabalho – à luta geral pela derrubada de todos os governos golpistas.

Felizmente, os professores e funcionários do Paraná não precisam criar esse instrumento do zero. Nos últimos anos, através de uma frente única da esquerda contra o golpe de Estado, este instrumento foi forjado e se agrupou nos Comitês de Luta (Pela Anulação do Impeachment de Dilma, Contra o Golpe, Lula Livre, Fora Bolsonaro, etc).

Este é o ingrediente fundamental para agrupar todos os setores explorados do País na luta pelas suas reivindicações. A 2ª Conferência Aberta dos Comitês é o ápice desse acúmulo nos últimos anos e é nela que os professores e funcionários do Paraná encontrarão uma oportunidade para organizar o movimento da rebelião popular no Brasil e no Paraná, por Fora Ratinho, Bolsonaro e todos os golpistas.

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