Parar o País e levar 100 mil a Brasília e derrotar nas ruas a cassação de Lula

ATO PRO LULA

A crise política não para de crescer.

Depois da espetacular manifestação com mais de 30 mil pessoas em frente ao TSE, no último dia 15, cresceu o ânimo da militância de esquerda em todo o País, em torno da defesa da candidatura presidencial de Lula, única capaz de unir os explorados e suas organizações para derrotar o golpe de estado.

A direita, por sua vez, intensificou sua ofensiva para tirar o ex-presidente das eleições, mostrando sua clara disposição de fraudar o processo eleitoral para garantir a continuidade do regime golpista que já condena mais de 27 milhões de brasileiros ao desemprego e subemprego, trouxe de volta a fome para mais de 12 milhões de pessoas, fez aumentar a mortalidade infantil etc. Está destruindo a economia nacional e quer intensificar seus ataques ao povo trabalhador após as eleições com a “reforma” da Previdência (fim das aposentadorias), privatizações em larga escala e outras medidas draconianas.

As pesquisas encomendadas, realizadas e divulgadas pelas instituições golpistas, mesmo com as manipulações e falsificações costumeiras, evidenciam que a direita não tem outro recurso que não seja fraudar as eleições, deixando Lula de fora e atacando duramente a esquerda (ninguém vai ficar de fora). Na última delas, da XP/Ipespe, divulgada nesta sexta, após os registros das candidaturas, o ex-presidente mantém folgada a liderança das intenções de votos: 31% das intenções de voto, bem distante de Jair Bolsonaro (PSL) com 20%, Geraldo Alckmin (PSDB) com 9%, Marina Silva (Rede) com 8%, Ciro Gomes (PDT) com 7% e Álvaro Dias (Podemos) com 5%. Com Lula, brancos e nulos somam 16%; sem a presença dele na consulta esse percentual cresceria quase 80%, chegando a um total de mais de 28%.

Ainda segundo a pesquisa XP/Ipespe, que apresentou margem de erro de 3,2%, em uma eventual segundo turno Lula e Bolsonaro, o petista venceria com 43% contra 34% do candidato do PSL; uma diferença que teria crescido 50% em relação à pesquisa anterior, realizada há três semanas. Ou seja, Lula estaria bem próximo de até 50%, contra até pouco mais de 30% do candidato direitista.

O ato do dia 15 mostrou o caminho para derrotar os planos da direita golpista. Foi uma demonstração inequívoca da enorme disposição de luta presente nas bases das organizações dos explorados que combaterem e combatem o golpe de estado. Destaca a clareza de uma ampla parcela do ativos acerca da importância decisiva da candidatura de Lula, única capaz de unir e mobilizar a esquerda anti-golpista que se expressou – entre outros – na popularidade das palavras-de-ordem como “Não tem ‘plano B’, é Lula livre, é Lula do PT” e “É Lula ou nada!”, ecoados com enorme entusiasmo pelos participantes da Marcha multitudinária.

A mobilização deixou para trás as “teorias” conformistas e reacionárias de que “não há disposição” e condições para realizar uma grande mobilização por parte dos explorados. Ao contrário de uma parcela conservadora de suas direções, milhares de ativistas estes estão evoluindo, e muito, mostrando uma disposição crescente de lutar e enfrentar o regime golpista, compreendendo que não há outro caminho.

Apresentamos no ato, em nome do PCO e da Plenária dos Comitês realizada na Esplanada do Ministérios, a proposta de que em torno do julgamento dos pedidos de impugnação do registro de Lula, ou seja, quando o TSE reunir seu plenário para violar mais uma vez a Constituição e cassar a candidatura presidencial que lidera todas as pesquisas, se organize uma nova mobilização nacional, o que está em sintonia com a decisão apresentada pelo próprio Lula em sua Carta lida ao final do ato: “brigar até o final”.

O ato de Brasília mostrou que está se ampliando o movimento da rebelião popular. A tarefa é desenvolve-la, organiza-la.

De imediato, fortalecer e multiplicar os comitês, intensificar seus trabalho de agitação e propaganda, principalmente nos locais de trabalho, estudo e moradia, com milhões de jornais, cartazes, com o objetivo de preparar já uma nova ocupação de Brasília, ainda maio, e paralisar o País, por meio de uma greve geral de verdade. Pela liberdade de Lula, por Lula presidente, pela derrota do golpe.