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Mais vale um dólar na mão do que quatro reais na mão
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Foto: Marcelo Casal / Agência Brasil
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Foto: Marcelo Casal / Agência Brasil

Volta, Dilma! Devolva meu dólar a R$1,99! Quem diria? As palavras dos coxinhas tornaram-se proféticas. Dólar a R$1,99 virou passado, coisa do tempo dos governos do PT. Enquanto escrevo esta coluna, dia 27 de novembro, leio que o dólar fechou a R$4,258. É a terceira vez, sob o governo de Jair Bolsonaro, que o dólar fecha com o maior valor frente ao real desde o lançamento da nossa moeda. Um feito incrível. A seleção não chegou ao hexa, mas o dólar está no rumo. Para tranquilizar todo o mundo, Paulo Guedes, o ministro da Economia que tem saudades do AI-5, disse que é melhor se acostumar com o câmbio alto por um bom tempo.

Mas quem liga para o dólar? Alguém poderia perguntar isso, afinal não compramos nada em dólar. O problema é que nem só quem viaja para Miami terá problemas com o câmbio tão desfavorável. O Brasil importa muita coisa, inclusive coisas básicas. Metade do trigo é importado, portanto o pãozinho vai ficar mais caro. O casaco de pele das coxinhas vai ficar mais caro em Miami. Mas o pãozinho de quem trabalha e está pagando pelo golpe também vai ficar mais caro. E por isso devemos nos livrar logo desse governo, antes que morramos todos de fome. A aventura golpista da direita está se revertendo em estômagos vazios aos milhões.

Não é só o pãozinho que fica mais caro com a política da direita golpista. Com o dólar alto os produtos brasileiros ficam “competitivos”. Como a carne brasileira, por exemplo, que fica “competitiva” para ser exportada para a Europa, o Oriente Médio e a China. Está barato comer carne brasileira lá fora. De modo que fica caro comê-la por aqui, dentro do próprio país. E assim o preço da carne dispara, e quem comia carne passa a ser obrigado a comer só ovo. Ao final de 2019, o brasileiro terá consumido em média 230 ovos durante o ano, número que representa o dobro do que se consumia há 10 anos, época em que se comia carne: costela, alcatra, contrafilé, picanha etc.

Finalmente, graças ao golpe dos coxinhas o preço do combustível passou a ser calculado com base, também, no câmbio. A gasolina ficou mais cara, assim como os combustíveis em geral. De modo que o transporte de todos os produtos ficará mais caro. Ou seja, tudo ficará mais caro. Enquanto os jornais dos ricos comemoram uma inflação baixa, a verdade é que para quem está pagando pela farra a vida está mais cara e difícil. Dados como o aumento do consumo de ovo estão aí para comprová-lo, mostrando o que realmente está acontecendo por trás de uma enxurrada de notícias econômicas usadas para confundir o público.

No quadro mais geral da política do governo golpista, está tudo caminhando conforme o previsto. O programa da direita e do imperialismo consiste em atacar as condições de vida da grande maioria da população. Para o caso de alguém resolver sair às ruas para reclamar, eles têm a solução: AI5, GLOs e balas. Mas é por isso mesmo que sair às ruas é necessário. Mais vale enfrentar esse governo antes que ele vire uma ditadura ainda mais aberta do que esperar e morrer de fome apanhando da polícia de Bolsonaro, Guedes e companhia. É hora de sair às ruas e exigir: Fora Bolsonaro!