Sanders cai para 2º lugar
Após uma intensa rodada de negociações, pressões e muita campanha da imprensa capitalista, o impopular Joe Biden surge como favorito na disputa interna do Partido Democrático
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O democrata Bernie Sanders teve reação moderada ao crime cometido pelo imperialismo norte-americano.
Foto: Repdrodução |

A corrida eleitoral para o posto de candidato oficial a presidência do Partido Democrático teve seu dia mais importante nessa terça-feira, a chamada “Super-terça”. Nessa situação, estão em jogo, não só estados individuais, como nos primeiros dias em Iowa e Nevada, mas abrange as eleições em 14 estados, incluindo Texas e California, os quais somam mais de seiscentos delegados. Com a retirada de Pete Butiggieg Amy Klobuchar em apoio de Joe Biden a super-terça das primárias democratas se desenvolveu com base na unificação da ala direita do Partido Democrático contra o candidato da ala esquerda do Partido, Bernie Sanders. Enquanto isso, Elizabeth Warren, disputando os votos dos esquerdistas, manteve-se até agora, diluindo os votos dos setores esquerdistas do eleitorado democrata. Como resultado dessa manobra da burguesia contra Sanders, tivemos a vitória de Biden em dez dos 14 estados. O fim da super-terça enterra a candidatura de Warren e estabelece uma disputa de dois homens: Biden e Sanders. 

Desfazendo possíveis confusões, apesar de Biden ser o candidato oficial da burguesia, ele não é o mais forte nas eleições presidenciais. Pelo contrário. Estabelecer um candidato conservador nas eleições contra Donald Trump é desperdiçar o eleitorado esquerdista, que tende a se abster de eleições sem a presença de Sanders e disputar os conservadores com um ultra-direitista já empossado como presidente. A vitoria de Biden deixa patente, de fato, as reais intenções da burguesia e do partido democrático com as primárias.

Se de um lado, Trump é o candidato da extrema-direita, representando todo um setor fascistoide e fortalecido pelos resultados econômicos de seu governo, Biden é um candidato qualquer, representante do centro político, quer dizer, uma reedição da eleição Trump-Hillary no contexto de polarização política da sociedade norte-americana. Por outro lado, Bernie Sanders é o representante oficial do polo esquerdo da equação. Para se ter uma ideias, os $116 milhões da sua campanha vieram de milhões de doações, cuja média é de apenas $18. Enquanto Biden escalou a sua candidatura de maneira artificial através dos meios da própria burguesia, Sanders desenvolveu uma campanha verdadeiramente militante. Os números contam mais de seis milhões de ligações, um milhão de casas visitadas pelos militantes sandernistas, fora os comícios com 25 mil pessoas. Tudo isso comprova a sua base, de fato, associada a um movimento de massas. Apesar de não ser um radical, Sanders se apoia numa frente da esquerda norte-americana, a juventude e a classe trabalhadora. O que está em questão nas primarias para direção do Partido Democrático, portando, não é a eleição de um candidato competitivo para as eleições a presidência, mas a luta da direita do partido contra o avanço da sua ala esquerda. A burguesia prefere a derrocada nas eleições nacionais em lugar de deixar Sanders, representante da ala esquerda do Partido democrático, ganhar as primárias. 

Nesse sentido fica patente que o Partido Democrático não é capaz de dar vazão aos anseios dos trabalhadores e da esquerda norte-americanos. Nem sequer estando em questão a vitória nas eleições presidenciais, a burocracia do partido democrata está disposta a tudo em lugar de entregar o poder para a sua ala esquerda. Fato é, contudo, que as manobras eleitorais não devem impedir o desenvolvimento da polarização politica nacional que é o verdadeiro motor dessa disputa. O centro político se define, cada vez mais, num embate entre direita e esquerda. Em âmbito nacional, essa polarização é representada pelas figura de Trump e Sanders, independentemente do resultado eleitoral do partido democrático. Nesse sentido, o velho jogos casado de “Republicanos versus Democratas” tende a se dissolver em novas correntes politicas que, impedidas de se desenvolver nesses partidos, apontam para a formação de novos partidos. É necessário colocar, para toda a classe operária norte-americana, o problema da criação de um partido composto pelos ativistas, sindicalistas, trabalhadores, jovens, o povo em geral, sem a burguesia, um verdadeiro partido de trabalhadores.

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