O povo desarmado é indefeso
Na Bolívia, no Brasil e em toda a América Latina: o povo deve se armar e se organizar em comitês de autodefesa, para derrotar as ofensivas da extrema-direita.
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armamento
O armamento é um direito fundamental. Foto: Diário Causa Operária Online. |

Uma das questões que mais envolve discussões entre o PCO e a esquerda pequeno-burguesa é o problema do armamento. Embora seja possível perceber que o imperialismo e a burguesia fazem uma intensa campanha pelo desarmamento do povo – basta lembrar que a Globo e os grandes capitalistas fizeram uma campanha gigantesca a favor do desarmamento no referendo de 2005 – a esquerda pequeno-burguesa é intrinsecamente pacifista. Para justificar esta posição “gandhiana”, esta esquerda se utiliza de uma série de velhos argumentos.

Mas o problema fundamental do armamento não tem relação com as folclóricas brigas de trânsito, ou ainda com a campanha demagógica e mentirosa da extrema-direita, que fala em armamento mas na realidade só quer armar ainda mais os cidadãos de bem, quer dizer, as forças repressoras e os bandos fascistas. É justamente quando o povo se recusa a continuar sendo esmagado por um governo direitista e resolve levantar a cabeça que a questão do direito ao armamento se coloca em primeiro plano. Temos visto o povo desarmado se insurgir heroicamente contra a polícia e até mesmo as Forças Armadas, como nos casos do Chile e da Bolívia. Mas até onde a reação popular pode avançar, estando a população desarmada, e pior, desorganizada, sem nenhuma direção clara para o movimento?

No caso da Bolívia a situação é ainda mais crítica. Diante de um golpe militar, posto em marcha por uma instituição armada até os dentes e fortemente centralizada, que são as Forças Armadas, como reagir de mãos nuas? A Venezuela nesse sentido também tem uma experiência muito pedagógica. O que aconteceria se um pacifista do PSOL fosse até a Venezuela tentar convencer as milícias chavistas que elas deveriam se desarmar? Sem dúvida que facilitaria muito os planos de uma intervenção imperialista norte-americana no paí

Não se trata aqui de combater o “feminicídio”, como disse Sâmia Bomfim, do PSOL, de evitar mortes em brigas de trânsito, ou ainda de impedir chacinas como as que normalmente se vê nos Estados Unidos. O problema fundamental é político; por um lado, o direito ao armamento é um direito fundamental, uma vez que tem a ver com a autodefesa individual. Por outro, a questão do poder. O povo armado é uma ameaça extraordinária ao regime político capitalista. Afinal, como a PM poderia impor uma política terrorista nas favelas do Brasil se o povo estivesse amplamente armado?

No caso do Brasil, embora a situação política ainda não tenha evoluído para um golpe militar aberto, como no caso da Bolívia, nem tampouco haja o risco iminente de uma intervenção militar estrangeira, como no caso da Venezuela, o mesmo problema se coloca. Como impedir a matança desenfreada da PM nas favelas e periferias do Brasil? Como impedir os assassinatos no campo? As mortes de negros, LGBTs, mulheres e outros setores oprimidos?

Charge da série “Os Malvados”, de André Dahmer. Reprodução.

Certamente, que não é com a consciência, em abstrato, como diz o pacifista na charge de André Dahmer, mas sim através da organização de comitês de autodefesa, que devem se armar para se defender adequadamente, e mostrar para a direita que a esquerda e o povo não vão mais aceitar as execuções da PM, de jagunços, da extrema-direita, e muito menos um golpe militar no Brasil.

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