PSL
O presidente golpista e ilegítimo só conhece uma metáfora, a do casamento
5qei1lgx5doe7vmhes6kmol4n (1)
Bolsonaro & Bivar. Foto: Facebook |

Jair Bolsonaro ganhou as eleições fraudulentas de 2018. A burguesia tirou Lula das urnas, depois de tirar Dilma Rousseff do governo em 2016. A manobra de 2018 buscava fechar a crise aberta pela campanha golpista que levou ao impeachment de Dilma. Pelo caminho, a direita golpista acabou destruindo seus próprios partidos. Sobrou a improvisação com o inacreditável Bolsonaro, e seu PSL (Partido Social Liberal). E assim temos sido obrigados a ouvir o que essa figura abobalhada tem a dizer. O repertório é extremamente limitado. Exemplifico: aparentemente Bolsonaro conhece uma única metáfora para falar em rupturas políticas: o casamento.

Segunda-feira (14) a retórica monótona de Bolsonaro voltou a subir ao altar. Dessa vez a referência nupcial foi utilizada para descrever a crise entre Jair Bolsonaro e o PSL, que por enquanto continua sendo seu partido. Durante uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto, Otávio Rêgo Barros, predestino porta-voz de Bolsonaro, apresentou o caso nos seguintes termos: “O presidente analisa a situação referente ao seu posicionamento em relação ao PSL dia a dia, e usa a metáfora que lhe é usual: ‘qualquer casamento é passível de divórcio'”.

 

A vida amorosa de Bolsonaro

Quando demitiu Gustavo Bebianno, ex-secretário-geral da Presidência, ainda no começo do governo, em fevereiro, Bolsonaro referiu-se à situação com essas palavras, durante um café da manhã com jornalistas: “lamento o ocorrido, mas não poderia ter tomado outra decisão. é quase um casamento que, infelizmente, prematuramente se desfez.” O próprio Bebianno, no começo da campanha eleitoral, declarou-se “apaixonado” por Jair, mas esclarecia que estava apaixonado de “forma hetero”.

Depois disso, em abril, Bolsonaro disse à imprensa que estava “namorando” Rodrigo Maia, presidente da Câmara, tentando disfarçar a briga entre os dois que se dava por meio de declarações à imprensa naquele momento. Também Paulo Guedes está “casado” com Bolsonaro, conforme uma postagem do presidente no Twitter feita em maio, em que ele diz que “nosso casamento [dele com Guedes] segue mais forte do que nunca kkkkk”.

 

Divórcio litigioso

O “casamento” de Bolsonaro com o PSL e o presidente da sigla, Luciano Bivar, está chegando ao fim de forma estrondosa. Essa semana, por coincidência, a Polícia Federal de Bolsonaro cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Bivar. E o presidente golpista pediu que o PSL abra suas contas, de forma “transparente”. Bivar respondeu divulgando um dado muito interessante: o PSL gastou R$340 mil com a advogada pessoal de Bolsonaro.

 

Briguem!

Enquanto a direita briga entre si e escolhe metáforas duvidosas, a esquerda pode alegremente torcer pela briga. No entanto, é importante não ficar apenas assistindo esse espetáculo deprimente. A crise da direita não derrubará o governo por si só, e se os golpistas tiverem a chance de superar essa crise, certamente exercerão uma intensa repressão contra os trabalhadores. É preciso aproveitar essa crise da direita para mobilizar contra o regime golpista. Por isso, dia 27 de outubro, daqui a 10 dias, é fundamental encher as ruas de Curitiba na defesa da liberdade de Lula, preso político há 558 dias. É preciso colocar esse regime golpista em xeque e derrotar a direita, aproveitando o momento propício.

Relacionadas