Direita quer ditadura
É nas ruas que se derrota o golpe e não com por meio da frente ampla com os golpistas que derrubaram Dilma, prenderam Lula, colocaram Bolsonaro no governo e aprovaram as reformas
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Ato pela liberdade de Lula, 27/10/19, em Curitiba |

As manifestações realizadas no Carnaval, das grandes escolas de samba aos milhares de blocos e cordões carnavalescos em todo o País, mostraram a enorme e crescente revolta popular contra o governo ilegítimo de Jair Bolsonaro, “eleito” em um processo fraudulento que teve como atos principais a condenação e prisão ilegais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato que a maioria do povo queria votar.

Junto com a greve dos petroleiros, a própria crise nas PM’s em 12 Estados (base reacionária de apoio à extrema direita) e outros protestos que começam a se multiplicar contra as consequências da política de destruição da economia nacional impulsionada pelo governo golpista, embalada pelo espetacular avanço da crise capitalista em todo o planeta (perdas de mais U$ 3 trilhões de valor das empresas nas bolsas de valores em apenas uma semana), evidenciam o estabelecimento das condições para uma luta geral, de massas, que coloque abaixo o governo e todo o regime golpista e seus ataques contra a imensa maioria do povo brasileiro.

Estão maduras as condições para uma grande mobilização pelo “Fora Bolsonaro”, como nos do Partido da Causa Operária e dos Comitês de Luta vimos defendendo desde antes da posse do atual governo comandado por elementos fascistas.

A direita, bem mais do que a maioria da esquerda, captou todos esses sinais (e outros que conhece e impulsiona) e, diante do agravamento da crise e da ameaça de uma revolta popular generalizada, está convocando atos golpistas de apoio ao combalido Bolsonaro e a favor da intensificação da ditadura que já se estabeleceu sobre o País.

A “resposta” da maioria da esquerda burguesa e pequeno burguesa é endossar a política de setores da direita golpista, inimiga dos trabalhadores, de procurar “corrigir” o Governo Bolsonaro, colocar “Bolsonaro na linha” e, no máximo – não sendo possível chegar a um acordo com o governo e a extrema direita que o apóia – promover um impeachment do presidente para substituí-lo por outro golpista menos desgastado, que permitisse a continuidade dos ataques contra os trabalhadores, com a reforma administrativa, privatizações etc.

Falam em impeachment, o que significa propor um processo de manutenção do conjunto do governo e do regime golpista, com uma mudança cosmética, a retirada unicamente de Bolsonaro e o fortalecimento do centrão golpista.

Nesse sentido, multiplicam-se os inúteis apelos para as instituições do regime golpista, como os pedidos de impeachment de ministros e do próprio Bolsonaro junto ao STF e outras medidas “disciplinares” em órgãos como o Conselho de Ética (“super ético”), a reacionária Câmara dos Deputados, presidida por Rodrigo Maia (DEM) e os partidos e políticos golpistas. Uma politica que significa semear ilusões de que essas instituições que foram e são a base do golpe de Estado, derrubando a presidenta Dilma Rousseff, impulsionando a criminosa operação lava jato pera perseguir Lula e outros adversários dos “donos do golpe”, aprovando os ataques contra os trabalhadores como o congelamento dos gastos públicos por 20 anos, as famigeradas “reformas” trabalhista e previdenciária contra os trabalhadores etc.

A esquerda, as organizações de luta dos trabalhadores precisam deixar de lado a política de entendimento com esses e outros setores golpistas, romper com a política de capitulação diante dos golpistas e convocar a mobilização nas ruas, único caminho  para abrir uma perspectiva real, uma saída para a imensa maioria do povo diante da crise que se aprofunda, uma alternativa contra o avanço da direita.

É preciso convocar a mobilização, multiplicar reforçar os Comitês de Luta por todo o País e sair às ruas pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas, para impedir o avanço da direita bolsonarista e que a burguesia, a direita, disfarçada de centro, progressistas etc. imponha – uma vez mais – uma “saída” que signifique a imposição dos seus interesses contra a imensa maioria da população.

As organizações de luta dos explorados devem apresentar um programa próprio diante da crise, além do “Fora Bolsonaro e todos os golpistas”, é preciso mobilizar pela anulação das eleições fraudulentas de 2018 e convocação de novas eleições, livres e democráticas, o que só será possível com o cancelamento de todos os processos da criminosa operação lava jato, restituição dos direitos políticos do ex-presidente Lula, Lula livre e lula candidato.

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