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Regime semiaberto não basta
Levantar o País pela liberdade total de Lula e anulação da Lava Jato
É preciso tirar proveito da enorme crise da direita e organizar uma grande mobilização pelos direitos democráticos de todo de Lula e de todo povo brasileiro e pelo “Fora Bolsonaro”
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Regime semiaberto não basta
Levantar o País pela liberdade total de Lula e anulação da Lava Jato
É preciso tirar proveito da enorme crise da direita e organizar uma grande mobilização pelos direitos democráticos de todo de Lula e de todo povo brasileiro e pelo “Fora Bolsonaro”
Lula na véspera de sua prisão, em ato no ABC
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Lula na véspera de sua prisão, em ato no ABC

O pedido do Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba, assinado por Deltan Dallagnol e os outros 13 procuradores da criminosa Operação Lava Jato, encaminhado à Justiça nesta sexta-feira (27), de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vá para o regime semiaberto fechou uma semana de intensa crise do conjunto do regime golpista.

Evidentemente que a ação dos procuradores constitui uma manobra jurídica que visa esvaziar a pressão em favor da liberdade de Lula e conter a própria desmoralização total da criminosa operação Lava Jato.

Os fatos que evidenciaram o caos do governo ilegítimo de Jair Bolsonaro e do conjunto das instituições que serviram de base para o golpe de Estado que derrubou a presidenta Dilma Rosusseff (2016) e que condenaram e prenderam Lula e que está devastando o País são abundantes. Destacamos o discurso grotesco, demagógico e destrambelhado do presidente golpista na ONU, o julgamento no STF, por 7 x 3, da tese elementar do direito de que a defesa tenha que se pronunciar por último em qualquer julgamento (aumentando a pressão pela anulação de inúmeros julgamento da lava jato), os novos vazamentos da lava jato comprovando o trabalho sujo, conspirativo e ilegal da Lava Jato, do STF e de todo o judiciário golpista em favor dos interesses de empresas e países imperialistas, a revelação das tramas do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, e dos atritos desse com o ministro do STF, Gilmar Mendes; a crise no PSL, partido do presidente, que ameaçado de perder expressiva parcela de sua bancada parlamentar. Mas a lista é muito mais extensa.

Essa crise é impulsionada pelo avanço da crise econômica, uma crise histórica e mundial do capitalismo, diante da qual os golpistas não têm qualquer alternativa real que não seja intensifica a destruição da economia nacional em favor dos tubarões imperialistas, por um lado, e pelo desenvolvimento das tendências à reação da classe trabalhadora e do conjunto dos explorados contra o governo golpista e todas as suas expressões locais, por outro. Isso se viu nos últimos dias, não apenas nas atividades do setor mais organizado e consciente das organizações de luta dos explorados, como no caso do combativo e expressivo ato pela anulação da Lava Jato e pela liberdade de Lula, realizando no último dia 14, em Curitiba,  e na II Plenária Nacional Lula Livre (São Paulo, 21/09), que decidiu ampliar a mobilização; mas também nas manifestações espontâneas da população, como no gigantesco coro “hei Bolsonaro VTNC”, no festival Rock In Rio (27/09), nas pesquisas de opinião (mesmo que manipuladas) encomendas e realizadas por instituições golpistas que mostram a queda livre do, sempre pequeno, prestígio do presidente e do seu governo, os atos contra o governo fascista de Witzel, no Rio, a reação explosiva e combativa dos camelôs contra a fiscalização da Prefeitura e polícia tucanas, em São Paulo etc. etc. etc.
Seja qual for a decisão do ex-presidente e de sua defesa no processo, em relação ao regime semiaberto, é evidente que a crise tende a se aprofundar, bem como a mobilização em favor da liberdade do ex-presidente e de todos os presos políticos da Lava Jato.
Impulsionar esta mobilização é a tarefa central na etapa atual, para todo o ativismo classista, de luta contra o golpe,de defesa dos direitos democráticos do povo brasileiro, de defesa das reivindicações dos explorados diante da crise.
É preciso se opor à todo tipo de manobra e esvaziamento da mobilização, incluindo a posição reacionárias de setores da direita e da esquerda que defendem a realização de um novo julgamento, de um um novo processo comandado pelo mesmo judiciário golpista que violou a Constituição, apoiou o golpe, condenou e ratificou a condenação sem provas de Lula e de outros adversários do regime golpista.
Um passo fundamental na mobilização é a realização da jornada de lutas pela liberdade de Lula, a partir do próximo dia 6, com destaque no grande ato nacional, a ser realizado, em Curitiba, no dia 27 de outubro,data do aniversário oficial do ex-presidente Lula. Atividade já aprovada pela Plenária Nacional Lula Livre, pelos Comitês de Luta Contra o Golpe de todo o País, pelo PCO, PT, sindicatos como a APEOESP etc.
Mais do que nunca intensificar a mobilização, pelo fim da perseguição, cancelamento de todos os processos,  Liberdade imediata de Lula e de todos os presos políticos do regime golpista. Anulação de toda a conspiração Lava Jato.