Fim do cinema nacional
Ancine nas mãos de “Deus”
Governo Bolsonaro quer evangélico “roxo” decidindo o que pode e o que não pode ser produzido no cinema brasileiro
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Fim do cinema nacional
Ancine nas mãos de “Deus”
Governo Bolsonaro quer evangélico “roxo” decidindo o que pode e o que não pode ser produzido no cinema brasileiro
Bolsonaro faz demagogia em culto evangélico
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Bolsonaro faz demagogia em culto evangélico

A mais nova do governo golpista de Bolsonaro é colocar a Agência Nacional de Cinema, a Ancine, sob o comando de um evangélico. Segundo porta voz do governo, a Ancine tem que estar alinhada com o “sentimento cristão”.
O absurdo foi proferido por Otávio Rego de Barros que declarou em nome de Bolsonaro: “É muito importante que o produto da Ancine esteja alinhado com o sentimento da maioria da nossa sociedade, que é 1 sentimento de dever, de cultura adequada, com sentimento cristão. É nesse sentido que o presidente vem sempre defendendo e, às vezes, até mesmo buscando reorientar o produto advindo da Ancine”. Bolsonaro quer transformar a agência de cinema numa produtora evangélica de filmes.

Aos poucos o governo ilegítimo de Bolsonaro está acabando com o cinema brasileiro. A perseguição já persiste há várias semanas. A Ancine já teve sua sede transferida do Rio de Janeiro para Brasília. Sua pasta saiu do ex-Ministério da Cultura para o Ministério da Casa Civil. Bolsonaro fez recentemente uma transmissão censurando ao vivo diversas produções LGBT que concorriam a edital da agência para a captação de verbas para a produção. 

Recentemente a Ancine teve seu Presidente, ainda empossado no governo Temer, Christian de Castro afastado sob denúncia do Ministério Público Federal de ter utilizado informações da agência para se favorecer. A denúncia ainda inclui servidores da Ancine e o ex-Ministro da Cultura e atual Secretário da Cultura do governo Doria, de São Paulo, Sérgio de Sá Leitão,    

A denúncia e o afastamento de Castro são medidas que visam enfraquecer ainda mais a agência e favorecer a política de Bolsonaro de controlar por completo a produção audiovisual brasileira. Vale lembrar que o presidente fascista já havia declarado que se pudesse teria “degolado” toda a diretoria da agência , mas não podia, pois os membros possuem mandatos.
Após o afastamento de castro Bolsonaro disse que é desejo dele que o próximo presidente da Ancine seja “terrivelmente evangélico”, daqueles que sabem de cor “200 versículos bíblicos” e que andasse com a Bíblia debaixo do braço. 

Com esta política Bolsonaro quer colocar a produção cinematográfica brasileira nas mãos de “Deus”, ou seja, acabar com o cinema brasileiro. Transformar a Ancine em uma sucursal da emissora de Edir Macedo. Produzir apenas aquilo que estiver com os preceitos de “Deus”. 

É o fim do cinema brasileiro, o fim das pequenas produções de cunho autoral, dos novos cineastas, do cinema criativo, premiado. O cinema brasileiro caminha para o abismo e para impedir o desastre só derrubando o governo Bolsonaro. Fora Bolsonaro e todos os golpistas!