Caso Waiãpi: laudo da PF golpista diz que indígena morreu afogado
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Caso Waiãpi: laudo da PF golpista diz que indígena morreu afogado
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Nesta semana, a Polícia Federal apresentou o laudo final sobre o assassinato do cacique Emyrá Wajãpi, dentro da Terra Indígena Waiãpi, no Estado do Amapá, um mês antes e que trouxe grande comoção nacional.

O comunicado apresentado pela Polícia Federal é extremamente dissimulador e diz na maior cara de pau que “apesar das informações iniciais darem conta de invasão de garimpeiros na terra indígena e sugerirem possível confronto com os índios, que teria ocasionado a morte da liderança indígena, o laudo necroscópico não apontou tais circunstâncias”.

A própria nota não nega que há conflitos com garimpeiros e cita declarações do próprio coronel da PM do Amapá, de integrantes da Funai e de policiais federais que chegaram ao local.

Esse é o método utilizado pela polícia sempre que quer esconder criminosos do colarinho branco ou perseguir integrantes da esquerda. Se utilizam desses laudos sem nenhuma credibilidade através de evidências cientificas e de investigação, mas que na verdade não valem absolutamente nada. A única utilidade é colocar uma cortina de fumaça no que está ocorrendo verdadeiramente.

A nota emitida pela Polícia Federal visa esconder o verdadeiro responsável pelo assassinato que é Bolsonaro e toda a direita. A PF está a serviço dos golpistas e é uma das principais entidades responsáveis pela perseguição política à esquerda, ao ex-presidente Lula e pela eleição fraudada que levou Bolsonaro a presidência.

Não é por acaso que Bolsonaro indicou como presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai) um delegado da PF, do Mato Grosso do Sul, Marcelo Augusto Xavier, investigado por perseguir os indígenas que lutam pela demarcação de suas terras no Estado e com intimas ligações com os latifundiários e poderosos da região.

A morte do cacique evidenciou a política criminosa do governo Bolsonaro de estimular e dar aval para a invasão das terras indígenas pelos garimpeiros, latifundiários e madeireiras. Sob a cobertura da PF, Bolsonaro está protegendo os latifundiários, mineradoras e seus pistoleiros que cometem as maiores barbaridades contra os indígenas para forçar a abertura das terras indígenas para exploração dos grandes capitalistas estrangeiros.