Colonização: golpistas nomeiam empresário da Shell para conselho administrativo da Petrobras

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Após o golpe de estado, os golpista seguem firmes com seu plano de vender integralmente uma das maiores empresas brasileiras e do mundo, a Petrobrás. Sob a gestão do entreguista Pedro Parente, após vender vários campos de exploração do pré-sal a preço de banana para o imperialismo, vender plataformas no nordeste, como as que estão localizadas no estado da Bahia, por 360 milhões de dólares, quando as mesmas valiam 30 milhões, diminuir a produtividade das refinarias como a Landulpho Alves e a Alberto Pasqualini em 43%, com o objetivo claro de rebaixar os lucros da empresa abrindo caminho para sua completa privatização, o golpista Parente agora quer nomear representantes dos monopólios estrangeiros para os cargos do Conselho de Administração da estatal.

Estão sendo cotados para assumir cargos estratégicos dentro da empresa, dois empresários, um ligado a Shell, petrolífera anglo-holandesa, e outro ligado a Maersk, monopólio dinamarquês. Trata-se uma política de privatização por dentro, os golpistas estão colocando diretamente nas mãos do imperialismo a empresa brasileira, quem irá dar as cartas na política da empresa serão os próprios representantes dos monopólios internacionais.

De acordo com os levantamentos feitos pelos petroleiros, a venda dos barris de petróleo da Petrobrás, organizada nos leilões pelos golpistas, está sendo feita à 4 dólares o barril, quando o valor de mercado do petróleo brasileiro é de 60 dólares. Ainda de acordo com denúncia feita por um ex-dirigente e fundador da Federação Única dos Petroleiros, Emanuel Cancella, uma das refinarias da Petrobrás foi vendida ao preço de 5 dias de faturamento. Ainda de acordo com Cancella, a exploração do petróleo brasileiro poderia dar um lucro ao país na casa dos 6 trilhões de dólares, os golpistas, no entanto, estão vendendo o pré-sal por 100 bilhões de dólares para as empresas estrangeiras, uma verdadeira bagatela para o imperialismo.

A destruição da Petrobrás é uma verdadeira política de colonização do país. Aos poucos os golpistas vão entregando a economia nacional de bandeja para as mãos dos empresários estrangeiros, acabando com a soberania nacional, aumentando em escala gigantesca o índice de desemprego no país. A luta em defesa da Petrobrás, contra a sua privatização, passa necessariamente pela luta contra o golpe. Somente a derrota dos golpistas pode barrar a sanha entreguista do imperialismo e seus capachos nacionais.