Ditadura
Manifestantes e movimentos sociais têm sofrido severas retaliações para silenciar as vozes que denunciam a brutalidade policial
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Manifestações nas ruas colombianas | Foto: Getty Images

O povo colombiano tem tomado as ruas do país de forma mais intensa nos últimos dias, contra a brutalidade policial e como consequência, foram reprimidos com mais força pela polícia, com várias mortes e dezenas de feridos.
O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento e a Paz (Indepaz) da Colômbia, denunciou um novo massacre no departamento de Nariño na noite do último domingo (20).

Segundo informações da Indepaz e da mídia local, três pessoas da mesma família e outra foram mortas a tiros no povoado de La Pampa, jurisdição do município de Mosquera, Nariño.

As vítimas identificadas são:José Herney Miranda, Cristian Miranda, Fabián Olave Estupiñán e Orlindo Cuero Castillo. De acordo com as primeiras informações, os quatro corpos foram encontrados em um manguezal, em alto grau de decomposição e com múltiplos impactos de arma de fogo em diferentes partes do corpo e, horas antes, o Indepaz já tinha denunciado o assassinato de pelo menos seis pessoas no município de Buenos Aires, localizado no departamento de Cauca.

Centrais sindicais, estudantes, comunidades locais, camponeses, ativistas, lideranças políticas e movimentos de mulheres, se mobilizam junto com centenas de pessoas em Bogotá, Medellín, Barranquilla e Cali, entre outras cidades, contra a violência sistemática da Polícia Nacional contra o povo colombiano e exigem do Governo do Presidente Iván Duque, o cumprimento dos Acordos de Paz assinados em 2016 entre o Estado e a Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército Popular (FARC-EP), além de denunciar o desmantelamento do Decreto 1174, por meio do qual é criado o chamado Piso de Proteção Social e a precarização das relações de trabalho.
Para justificar essa carnificina, o governo colombiano usa novamente o narcotráfico. Mediante a tamanha desculpa esfarrapa – que é utilizada em todo país que sofre com a intervenção imperialista – o senador do partido Farc, Carlos Lozada, declara:” Eles tentam utilizar o argumento do narcotráfico como justificativa para esse banho de sangue, quando realmente eles estão vinculados ao narcotráfico. É o que evidencia o financiamento da campanha de Iván Duque, que recebeu dinheiro da máfia, e esse é o Centro Democrático, isso é o que se conheceu também com Álvaro Uribe e outros personagens que se vinculam a esse partido”

O que podemos notar no país que hoje é governado por mais um capacho da política imperialista, Iván Duque, é a falência do plano de paz de 2016, que só ocorreu para desarmar as FARCs, beneficiando a direita e os interventores norte-americanos que atuam no país e, que já mataram quase mil pessoas em menos de 4 anos. Lembrando que o país ainda conta com soldados dos EUA se aliando a grupos paramilitares de extrema direita, para corroborar com essa verdadeira chacina que tem acontecido de manifestantes e líderes de movimentos sociais.
Toda essa opressão contra a população, tem como objetivo claro, impor o medo para que não seja travada uma luta contra esse governo que tem sido um verdadeiro despachante dos interesses transnacionais de atividades extrativistas intensivas das riquezas da Colômbia.

Não existe outra forma de combater esse roubo e extermínio contra o povo colombiano, que não as ruas tomadas pela população, para derrubar o governo de Duque e, expropriar a elite que há anos tem colocado todas as suas forças, em suprimir o povo com a ditadura burguesa.

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