Colômbia: Ivan Duque toma posse e já avisa que vai perseguir as FARC, desarmadas depois de acordo com governo anterior

duque

Durante seu discurso de posse, o novo presidente colombiano, Iván Duque, ligado à extrema-direita, disse que iria “corrigir as falhas” do acordo de paz, assinado entre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e o antigo presidente do país, também direitista, Juan Manuel Santos. Disse que iria atacar as FARC pois elas não podem ficar “impunes” pelos ataques cometidos. Suas “vítimas devem esperar que haverá reparação moral, material e econômica”, segundo o atual presidente.

Primeiro de tudo, é preciso dizer que a Colômbia é uma ditadura, uma verdadeira base militar do imperialismo norte-americano na América Latina, e que portanto é natural de colocar as mortes decorridas do conflito armado entre a ditadura colombiana e o exército popular das FARC nas costas do próprio governo ditatorial. O caráter terrorista deste estado ficou ainda mais evidente com a recente tentativa do assassinato do presidente nacionalista da Venezuela, Nicolás Maduro, durante um discurso. Ataque organizado pela Colômbia em parceria com os Estados-Unidos. Provavelmente, trata-se do regime latino-americano que tem a política mais repressiva com os trabalhadores do campo.

Por isso, também, é necessário apontar como foi um erro das FARC terem assinado o acordo de Paz, abaixando as armas e colocando todas as expectativas nas eleições, que são tradicionalmente fraudadas na América do Sul, e particularmente na Colômbia. Eis que a esquerda colombiana agora está desarmada e a extrema-direita assumiu o poder e já anunciou que chegará com os dois pés contra ela. Vale como experiência para os brasileiros, podemos decidir de abaixar a cabeça, não lutar e se mobilizar pela liberdade e presidência de Lula, ou podemos botar todas as nossas fichas no processo eleitoral, acreditando que iremos derrotar a direita por esta via. A Colômbia demonstrou que a capitulação da esquerda por conta das eleições apenas serviu para dar mais poder ao imperialismo.