Fascismo na Colômbia
País sulamericano vive um verdadeiro terror. Massacres se multiplicam. Juventude, movimentos sociais, indígenas e oposição são as principais vítimas
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Venezuela's self-proclaimed interim president Juan Guaido, Colombia's President Ivan Duque and Vice President Mike Pence, pose for a photo after a meeting of the Lima Group concerning Venezuela at the Foreign Ministry in Bogota, Colombia, Monday, Feb. 25, 2019. Pence's appearance before the Lima Group comes two days after a U.S.-backed effort to deliver humanitarian across the border from Colombia ended in violence. (AP Photo/Martin Mejia)
Guaidó e Duque apertando a mão de seu patrão, Mike Pence | Foto: AP Photo/Martin Mejia

A Colômbia registrou até a última terça-feira (25 de agosto), mais de 45 massacres e cerca de 190 pessoas assassinadas nestes em 2020. Parte destes massacres ocorreram com o mesmo padrão: homens armados invadem áreas remotas disparando armas de fogo ou sequestram suas vítimas e, posteriormente, desovam seus corpos.

Os massacres visam principalmente sindicalistas, indígenas, trabalhadores, políticos da oposição e, sobretudo, jovens. Trata-se de uma operação claramente fascista e promovida, se não diretamente, mas com anuência do estado colombiano.

Grupos paramilitares, financiados pelo narcotráfico, agem como milícia fascista, enquanto Iván Duque, um fantoche do imperialismo norteamericano, finge preocupação. Claramente, sua “preocupação” não passa de “lágrimas de crocodilo”, pois seu governo fez pouco ou nada para cumprir o acordo de paz com as FARC.

O governo colombiano implementa um estado policialesco e de perseguição aos seus opositores. O resultado é a série de massacres que estão a ocorrer e o número vexatório de quase 200 pessoas assassinadas.

Desde a implementação do acordo de paz firmado com as FARC, em 2016, mais de 240 lideranças indígenas foram assassinadas. Isto sem contar os mais de 130 ambientalistas assassinados.

Apenas em 2019, 77 ex-FARC foram assassinados. Isto é a prova completa e total de que não é possível acreditar em acordo algum com a direita, serviçal do imperialismo.

O acordo de paz não diminuiu a matança. Tem-se aí o indiscutível indício que a violência é, em gigantesca medida, culpa do estado colombiano, o braço armado dos Estados Unidos na América Latina.

O estado de terror não é único da Colômbia. O Brasil também passa pela mesma situação. Entretanto, a situação colombiana é bastante mais violenta, a ponto de empilhar cadáveres num ritmo mais acentuado.

Sob o interesse da extrema-direita e dos seus patrões, a burguesia norteamericana, o fascismo cresce, a passos largos e aproximações sucessivas, na América Latina. Aprofundando-se, em cada país, de acordo com suas condições.

À esquerda brasileira, os massacres na Colômbia servem como alerta imediato do que está por vir se não mobilizar a população pelo Fora Bolsonaro e, ao invés disto, assentar-se sobre a falácia da democracia burguesa e da aliança com a direita golpista que ajudou Bolsonaro a subir ao poder.

A direita aqui usa o aparato jurídico, sob seu controle, para perseguir à oposição. Em um futuro próximo, mera questão de tempo, utilizará o próprio aparato de estado, diretamente, para massacrar fisicamente a esquerda, até mesmo a esquerda mais capituladora e medrosa.

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