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Sobre a calúnia de que o PCO teria feito um acordo com a PM

Colômbia

Colômbia: 1.248 vítimas de violência física, 45 homicídios

Além disso, o documento Tremors também indica 65 vítimas com ferimentos nos olhos, 187 casos de tiros, 25 casos de violência sexual

Mais de um mês de mobilizações constante contra a ditadura de Iván Duque – Foto: Reprodução

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Telesur – A Organização Não Governamental (ONG) Tremors divulgou nesta quarta-feira um relatório que contabiliza 3.789 casos de violência perpetrados pelas forças de segurança contra os manifestantes, que já estão nas ruas da Colômbia há 37 dias.

De acordo com o relatório atualizado que cobre de 28 de abril (início da greve) ao recente 31 de maio, aponta que dos casos de violência policial, 1.248 são vítimas de violência física, 1.649 detenções arbitrárias, 705 intervenções violentas e supostamente 45 homicídios perpetrado por membros da força pública. 

Além disso, o documento Tremors também indica 65 vítimas com ferimentos nos olhos, 187 casos de tiros, 25 casos de violência sexual e seis casos de violência relacionada ao gênero.

A ONG alerta o uso de armas letais por agentes do Esquadrão Móvel Anti-Motim (ESMAD) contra os manifestantes, “registramos 20 casos de uso de arma Venom pela ESMAD, inclusive em locais residenciais, bem como disparos horizontais de dita arma “, denunciam.

“Registramos também pelo menos 17 casos de intervenções violentas em que a força pública lançou gás lacrimogêneo vencido, além de casos de uso de sobrecarga com espigões e mármores”, detalha Temblores.

Respeito à decisão do presidente colombiano, Iván Duque, de uma maior mobilização de integrantes da ESMAD e do Exército, a ONG rechaça a agressão física e a perseguição aos manifestantes que exigem uma mudança no modelo sociopolítico, o que contribui para acabar com a violência e diminuir a desigualdade social dramática. 

“Esperamos que as entidades competentes investiguem com eficácia tanto os civis armados quanto os policiais envolvidos em atos de violência (…) Esperamos pronunciamentos de rejeição aos civis armados”, enfatiza o relatório Temblores.

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