Manaus
O sistema de saúde entra em colapso no estado do Amazonas e essa situação é resultado da política da direita e pode piorar ainda mais.
Hospital Regional da Asa Norte (HRAN)- Movimentação de paciente em hospital do Distrito Federal durante o surto de covide-19 Sérgio Lima/Poder360 29.06.2020
Movimentação de paciente no Hospital Regional da Asa Norte, Manaus (AM) | Foto: Sérgio Lima/Poder360
Hospital Regional da Asa Norte (HRAN)- Movimentação de paciente em hospital do Distrito Federal durante o surto de covide-19 Sérgio Lima/Poder360 29.06.2020
Movimentação de paciente no Hospital Regional da Asa Norte, Manaus (AM) | Foto: Sérgio Lima/Poder360

A saúde pública no estado do Amazonas está colapsada há um mês, onde a demanda por oxigênio hospitalar mais que dobrou no estado, os pacientes já recebem ventilação mecânica e câmaras frigoríficas voltam aos cemitérios na capital. Registrando há duas semanas uma média diária de 557 pessoas à espera de um leito hospitalar. O sistema de saúde de Manaus chegou ao colapso na última quinta-feira, dia 4, onde 528 pessoas aguardavam por um leito em todo estado do Amazonas, sendo que 154 destas, precisavam ser transferidas para UTIs. Esse foi o maior registro feito Fundação de Vigilância em Saúde desde a explosão de casos de covid-19 em janeiro.

Muitos leitos já funcionam apenas com ventiladores mecânicos, que necessitam de um rodízio de profissionais para manterem os pacientes, segundo relatos de profissionais de saúde capital amazonense, o que pressiona ainda mais as equipes. A espera diária é de 112 doentes pacientes aguardando em estado grave uma vaga em UTI (unidade de terapia intensiva), com falta de leitos e até mesmo de oxigênio hospitalar em grandes hospitais e prontos-socorros.

O que mostra que os próximos momentos serão desesperadores caso não seja tomada uma medida eficiente. Medida essa, que se fosse tomada desde o início da pandemia não estaria acontecendo todas estas mortes. Ou seja, é uma negligência desse estado genocida para com o povo, porque não era um caso onde não tinha condições de as medidas, mas que na verdade os líderes fascistas não quiseram impedir as mortes. Poderia muito bem ter feito testes desde o começo da pandemia, separado os doentes dos negativados, dado um auxílio suficiente para que as pessoas pudessem ficar em casa e não precisarem ir trabalhar e correrem o risco de pegar o vírus e morrer.

Usando uma política para explorar a fraqueza da população, a direita ignora o que qualquer sistema de saúde deve atingir três objetivos: proporcionar nível de saúde equitativamente; promover proteção para o risco de adoecer e satisfazer as expectativas de todos os cidadãos. E se tratando de uma pandemia que já matou mais de 220 mil pessoas no Brasil, onde os hospitais deveriam ser estatizados, pelo menos durante o período da doença, como foi feito em alguns países na Europa, para que haja vagas para todos que precisarem. Casos como estes mostram que é necessário que haja uma extinção de todas as formas de cobrança da população, inclusive as de remédios e, repetindo, a estatização de todos os hospitais

Enfim, várias medidas poderiam ser tomadas, mas não foram por puro interesse do governo fascista e genocida de Bolsonaro, junto com seus aliados golpistas. Que dão trilhões para salvar os bancos e não salvam a população trabalhadora e operária, é um descaso! A direita faz uma política intencional de genocídio da população, fazendo com que se agrave as condições de vida das pessoas mais vulneráveis. O problema de Manaus é apenas um entre tantos, pois em todos os lugares do país estão sofrendo com a política assassina dos fascistas de plantão. A saída para toda essa tragédia é a mobilização do trabalhador, pedir pelo Fora Bolsonaro, eleições gerais com Lula candidato e a cabeça daqueles que querem que o povo brasileiro morra.

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