Bolívia contra o golpe
Classe operária boliviana entra em cena, como o principal agente capaz de derrotar o golpe
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COB é a maior central sindical da Bolívia. Foto: APG |

Da redação – A direção da Central Operária Boliviana (COB) acaba de dar 24 horas para a extrema-direita golpista deixar o poder na Bolívia, se não a maior central sindical do país irá convocar uma greve geral por tempo indeterminado.

A declaração foi feita em público, em meio aos grandes protestos populares que tomaram conta do país, especialmente do centro de Laz Paz, onde milhares de bolivianos ocuparam o local capitalino vindos do município de El Alto.

Possivelmente a burocracia da COB sentiu a imensa pressão de sua base, porque ela foi uma das entidades que recomendaram ao presidente legítimo e reeleito, Evo Morales, que renunciasse após o ultimato dos golpistas, no último domingo.

Muitos operários, principalmente mineiros, têm demonstrado uma radicalização contra o golpe. Antes de Evo Morales renunciar, um sindicalista havia anunciado que os mineiros deveriam utilizar dinamites para combater os golpistas.

Os trabalhadores bolivianos são os únicos que podem derrotar o golpe. Junto com outros setores oprimidos, como os camponeses e indígenas, parecem estar começando a passar por cima das lideranças da esquerda pequeno-burguesa nacionalista do Movimento ao Socialismo (MAS) e movimentar-se por conta própria, porque sabem que o golpe contra Evo é, principalmente, um golpe contra o povo.

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