Clima fascista estimula coxinhas: homem faz ofensas racistas contra crianças de 10, 11 e 12 anos em restaurante

bentô

Em restaurante na praça da liberdade (São Paulo), Bentô House, três crianças negras, de 10,11 e 12 anos, foram atacadas por um homem. Um adulto branco de 47 anos, o programador Luiz Alberto Oze Jacob.

As três crianças estavam acompanhadas dos pais, também negros, de um dos meninos, quando o homem, que almoçava no local se dirigiu a eles, enquanto os pais estavam no caixa, e os chamou de “trombadinhas”.

O homem começou a gritar, advertindo os clientes do restaurante a tomarem cuidado com suas bolsas, que os meninos eram “filhos de detentos do PCC que vivem no Glicério” (bairro pobre da cidade de São Paulo) e “filhos de presos que receberam indulto de natal”, que estavam ali “para roubar”.

Quando a mãe de um dos meninos foi tirar satisfação com o racista, alegando que o mesmo estava “cometendo injúria racial”, Luiz Alberto alegou que apenas estava querendo ajudar os clientes do restaurante, e levantou-se da mesa, empurrou a mulher e saiu correndo do restaurante sem pagar a conta.

O homem foi capturado pelo pai de um dos meninos, um professor de 60 anos e mais dois amigos, que chamaram a polícia. O homem foi levado para a delegacia e alegou que “foi mal interpretado” e ficou “triste” por o terem chamado de racista.

Sem entrar em mais detalhes da história, pesquisando as redes sociais dos familiares do homem (ele mesmo não tem) que cometeu as injúrias racistas, descobriu-se que tratava-se de um filho de eleitor de Bolsonaro. Um típico coxinha de extrema-direita – um fascista. Sua mãe fez campanha para Bolsonaro durante as eleições, usando o bordão, “Brasil acima de tudo; Deus acima de todos”.

As características de Luiz Alberto são típicas, justamente, da direita. Os bolsonaristas têm praticamente todos a mesma concepção sobre os negros – alguns apenas não demonstram ou não percebem. Porém, não se trata de um problema moral, de “conscientizar o racista”, como acredita um setor da esquerda. A extrema-direita é racista por necessidade material. Pela necessidade de aprofundar a exploração de um determinado setor da população para levar adiante sua política.

O clima fascista que surgiu na sociedade, e se aprofundou com a eleição de Jair Bolsonaro, estimulou os coxinhas a dizer e fazer o que lhes vier na cabeça. O aumento do racismo e do estupro com o golpe, por exemplo, não é mera coincidência, indica que um setor da sociedade que já era explorado está sendo cada vez mais oprimido, e que um bloco reacionário está ganhando força na sociedade.

Porém, para resolver a questão do negro não basta uma luta de conscientização moral. Pelo contrário, isso é o caminho para o fracasso. É necessário estimular a luta contra o golpe para que se coloque todo esse setor de direita contra a parede e o faça voltar do esgoto de onde surgiu.