Não quer greve
O sindicalista Cláudio Fonseca, ex-vereador que desmoralizado, sequer se reelegeu, agora defende Covas com sua política de fechar o sindicato
Claudio dória (1) (1)
Cláudio, o defensor de Tucanos | Foto: Reprodução
Claudio dória (1) (1)
Cláudio, o defensor de Tucanos | Foto: Reprodução

A greve dos profissionais da educação do Município de São Paulo, deflagrada no último dia 10, começou forte em várias regiões. A mobilização desta categoria, que durante mais de um ano esteve totalmente freada pela paralisia da direção sindical, com o anuncio e a imposição fascista do Prefeito Tucano, Bruno Covas e seu Secretário da Educação Fernando Padula Novaes de reabrirem as escola, fez os professores e funcionários das escolas se levantarem.

Com o anuncio governamental da volta presencial dos professores a partir das reuniões pedagógicas presenciais na quarta feira dia 10 e a volta das aulas presenciais com alunos na segunda feira, dia 15 de fevereiro fez os professores municipais, atenderem a decisão do chamado Fórum das Entidades (Aprofen, Sedin, Sindsep, Sinesp e Sinpeem), que em live no dia 8 de fevereiro, onde participaram do debate dirigentes de proa de cada um dos sindicatos, sendo assistida por mais de 5.200 pessoas, estes dirigentes decretaram greve total da categoria com a paralisação das aulas remotas e das presenciais que se iniciariam.

A Live realizada pelos sindicatos, se deu em meio a uma grande pressão das bases sobre a maioria das entidades sindicais, que desde o final de janeiro, vinham realizando reuniões e por conta desta pressão, principalmente sobre o Sinpeem, maior sindicato da capital paulista que congrega professores, coordenadores e funcionários, decidiram chamar a greve. Oficialmente, apenas 2 sindicatos organizaram assembleias virtuais de seus associados, o Sedin e o Sindsep e deflagraram greve nestas assembleias, que antecederam a live do dia 8. Os demais sindicatos nada fizeram além da Live. Os servidores da educação em que pese o acerto de se iniciar a greve, queriam que a direção do Sinpeem, realizasse assembleia para que os profissionais em educação decidissem o rumo da luta contra Covas e contra o genocídio.

A tendência à forte mobilização dos professores foi vista pelo chat da live do dia 8, milhares de professores exigiam assembleia da categoria; volta às aulas somente após a pandemia; sem vacina, sem retorno; greve já, entre muitas outras palavras de ordem que clamavam por luta. Os dirigentes sindicais já chegaram para a Live com acordo firmado anteriormente de todos defenderem o início da greve total no dia 10. No entanto, ao final da mesma e sendo o último a falar Cláudio Covas Fonseca, presidente do Sinpeem anunciou que a greve dos associados do Sinpeem começaria no dia 15, quebrando o acordo de unidade feito com os demais sindicatos. Tal posição foi logo rebatida pela presidenta do Sedin Claudete Alves da Silva, que atacou Cláudio denunciando a divisão que ele estava colocando entre os sindicatos. Após a denuncia de Claudete da traição de Fonseca à unidade, o presidente cabo eleitoral de Dória em 2016, voltou atrás e aceitou a paralisação dia 10, no entanto, para grande parte dos que assistiram a live, a sensação era de insegurança quanto ao início da greve dois dias depois.

No dia seguinte, nas milhares de escolas da capital, os profissionais da educação se encontravam totalmente alijados de informações. Durante todo o dia 9, véspera da greve, nada foi publicado na página sindical do Sinpeem, o que fez com que muitas escolas optassem por esperar a informação oficial do sindicato, o que só veio no início da noite daquele dia, quando os dois turnos de trabalho remoto(manhã e tarde) das escolas já estava encerrado e assim muitas escolas não iniciaram a greve no dia 10.

Tais fatos já eram por demais evidentes, que Cláudio Fonseca, eleito vereador em 2016 pelo partido Cidadania, partido esse que era base de João Dória, está contra a greve e principalmente contra a mobilização dos servidores ao governo genocida de Bruno Covas.

Mas a decisão de Cláudio Fonseca é a de se colocar como obstáculo de defesa para o governo tucano e genocida de Covas. Tanto é assim que na noite do dia 9, véspera do início da greve e do Ato carreata em frente a Secretaria da Educação, que marcaria formalmente o início da mobilização, Cláudio Fonseca disparou vídeo para toda a categoria, onde contra o chamado de outro sindicatos de irem às ruas no dia 10, finalizou seu vídeo, com um enfático “Fiquem em casa!”.

A colocação de Cláudio Fonseca, no momento em que Covas manda abrir as escolas para que professores, funcionários, alunos e pais morram com a contaminação pela Covid 19, é criminosa, ajudando diretamente a direita fascista no governo municipal, pois Covas, tal qual Adolf Hithler, ordenou que as escolas seriam as novas Câmaras de Gás do século XXI, para que o povo seja contaminado e morra, mas os interesses econômicos da burguesia, se realizem.

Enquanto Cláudio Covas Fonseca, fala para os professores fiquem em casa, a direita sai às ruas e faz ampla campanha política contra os professores, procurando jogar parte da população contra os professores.

Foi o que se viu na última terça feira dia 9, quando um conjunto de professores e professoras municipais tinham agendado uma reunião com o Secretário de Saúde para debater a ineficiência dos protocolos frente ao risco biológicos do contágio por corona vírus nas escolas. No entanto, ao chegarem ao local da reunião foram recebidas por uma verdadeira trupe fascista, com carros de som, capangas e dezenas de madames direitistas batendo panelas que elas sequer sabem manejar e xingando e humilhando os professores que ali chegavam, aos gritos de vagabundos e escolas abertas já. A trupe fascista foi avisada pelo governo de que um coletivo de professores iria até a secretaria e estes apoiados por elementos bolsonaristas procuraram atacar diretamente a greve dos professores contra o genocídio.

Enquanto o presidente traidor de uma categoria pede que os profissionais em educação fiquem em casa e assim facilita diretamente a desorganização política da categoria, que ficaria assistindo passiva ao ataque da burguesia via meios de comunicação, com “especialistas” muito bem pagos, contratados para passar por cima de qualquer preceito científico e dizer que os alunos devem voltar as escolas, propagandeando a farsa de que o grande prejuízo do ano letivo é que abalaria os alunos, não as mortes que ocorrerão à dezenas de milhares.

Em vídeo, Cláudio ataca professores

Além de todos estes exemplos de bom serviço à Bruno Covas, na última quinta feira, cerca de 20 professores do Comando de Greve do Jacanã/Freguesia do Ó organizaram um protesto em frente a sed do Sinpeem, para legitimamente pedir que a direção sindical marcasse assembleia da categoria. Mas além de não receber os professores, Cláudio Fonseca ainda chamou os trabalhadores de Bolsonaristas, bem dentro da política de João Dória, que Fonseca ajudou a galgar espaços na prefeitura de São Paulo e depois leva-lo ao governo do Estado, onde é o principal responsável pela morte de quase 60 mil pessoas no Estado.

É necessário passar por cima da paralisia da direção sindical e de seu presidente tucano através da radicalização do movimento grevista em defesa da vida do povo e dos professores, com a organização de comandos de greve em todas as regiões da cidade, panfletagens, debates com a comunidade esclarecendo o caráter da luta, atos de rua nos bairros, atos principais no centro da cidade com a presença de milhares de servidores com distanciamento e proteção, pois os professores precisam encampar essa luta, caso contrário irão aglomerar sem segurança nas escolas, correndo o grave risco de morte.

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