Coronel
Atento a polarização em curso, o mais notório membro da tradicional oligarquia Ferreira Gomes volta sua metralhadora contra o ex-presidente Lula

Por: Redação do Diário Causa Operária

247 – O pedetista Ciro Gomes mostrou incômodo com a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao jogo eleitoral, após a decisão judicial que restabeleceu seus direitos políticos.

O dirigente do PDT ganhou grande espaço na mídia corporativa para desferir ataques contra o PT e tentar se colocar como opção da “terceira via” desde que o ex-presidente petista reconquistou seus direitos políticos.

Em entrevista ao Estado de S.Paulo, Ciro reforçou sua vontade de disputar as eleições presidenciais de 2022 e de se tornar a opção alternativa entre Lula e Jair Bolsonaro, os dois principais candidatos para o pleito, segundo as pesquisas eleitorais mais recentes.

“Lula não tem nada de inocente”

“Eu não vou deixar o Lula ganhar essa na lambança”, disse o pedetista. “Agora o Lula volta a ser um político para a gente examinar. Juridicamente, fez-se o melhor direito, mas não é que ele foi proclamado inocente, como ele, de novo, está mentindo”, afirmou. “Tem nada de inocente”, declarou.

Segundo Ciro, “Lula é o grande responsável pelo entranhamento orgânico da corrupção na vida brasileira”. “É inequívoco que o PT transformou a corrupção, a fisiologia, o loteamento das estruturas centrais do Estado como ferramenta central do modelo de poder que o Lula implantou no País”, disse.

Questionado sobre sua fuga para Paris (França) durante as eleições de 2018, para não fazer campanhas por Fernando Haddad (PT) contra Bolsonaro, ele respondeu que não fugiu, mas se sentiu “moralmente obrigado a não sancionar mais essas contradições do PT”.

Frente Ampla

Ele voltou a defender uma frente ampla, afirmando que a primeira tarefa é derrotar o Bolsonaro “e, neste sentido, todos os democratas – pouco me importa se são de direita, de esquerda, de centro, se são de Marte, de Vênus, de Mercúrio –, todos temos a responsabilidade de criarmos um ambiente para isso”. 

“O Brasil está vivendo a pior crise de sua história sem rival. Então, essa é uma tarefa em que todo mundo tem que estar junto. Eu não vou escolher quem está e quem não está. Quem fez isso foi o Lula, lá atrás, quando eu me avistei com o Fernando Henrique Cardoso e assinamos manifestos pedindo a união do País contra o Bolsonaro e fomos pedir o impeachment”, afirmou o político cearense, referindo-se a um manifesto assinado por setores de esquerda (como Marcelo Freixo, Haddad e Flávio Dino) e da direita (como FHC).

Ataques contra Dilma

Para Ciro, “o lulopetismo é parte central do problema” e atacou Dilma, que foi impossibilitada de governar pelas ofensivas golpistas: “Bolsonaro acabou de derrubar a economia em 4,1% e está se desculpando porque está em uma pandemia. Alguma razão ele tem. A Dilma derrubou 3,2% sem pandemia”.

“Até o Bolsonaro consegue 1/3 do Congresso para impedir o impeachment. A Dilma não foi capaz de reunir isso no primeiro ano do mandato. Além da tragédia econômica, foi um desastre político”, disse.

Derretendo nas pesquisas

Apesar de buscar se apresentar como candidato alternativo, as recentes pesquisas não têm apresentado um cenário positivo para ele. Ele obteve apenas 7% na pesquisa Fórum e 5% na Data Poder 360.

As duas pesquisas mencionadas mostraram que Lula é o único candidato com capacidade de derrotar Jair Bolsonaro no segundo turno.

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