Ciro quer Lula fora das eleições, não vai a POA e sequer assinou Manifesto em sua defesa

O ex-governador tucano, ex-presidente de empresas do grupo Vale, comandado pelo empresário Benjamin Steinbruch, vice-presidente da FIESP golpista e também ex-ministro do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro Gomes, agora no PDT e pré-candidato à presidente da República, aprontou mais uma e se recusou a subscrever o Manifesto em defesa do direito do ex-presidente Lula ser candidato.

O Manifesto foi uma iniciativa do projeto Brasil Nação, do qual o pedetista é integrante e, segundo seus organizadores, já recolheu mais de 150 mil assinaturas, dentre personalidades nacionais como Chico Buarque e o escritor Raduan Nassar e internacionais como os ex-presidentes do Uruguai, Pepe Mujica, e da Argentina, Cristina Kirchner e o cineasta grego Costa Gavras.

Pressionados pela situação de polarização política, até mesmo outros pretendentes a disputar o eleitorado de Lula como Manuela D’Ávila, do PCdoB, e Guilherme Bolos, “candidato” a filiado do PSOL, também assinaram. Mas Ciro, apontado pela imprensa burguesa como um dos beneficiários eleitorais de uma possível condenação e cassação dos direitos políticos de Lula e de sua candidatura presidencial apoiada nas pesquisas eleitorais por mais de 50% dos eleitores, disse não ao documento intitulado “Eleição sem Lula é Fraude”.

O ex-governador que, diante das primeiras ameaças de prisão de Lula, defendeu que o ex-presidente buscasse refugio e pedisse asilo em uma embaixada, fugindo do País e abandonando a luta contra o golpe, agora atua claramente contra Lula, tendo elogiado a celeridade do processo do ex-presidente no TRF-4 – “Justiça boa é a rápida”, declarou – que sinalizou claramente ao judiciário golpista em condenar Lula e passar a uma nova etapa do golpe.

A cada dia fica mais evidente o esforço de Ciro que já foi candidato à presidente com apoio de partidos de direita e ingressou na política pelas mãos do grupo de Tasso Jereissati, do PSDB, de procurar se apresentar como um candidato confiável de setores da direita que deram o golpe, ocupando um suposto lugar de candidato de centro, iludindo- quem sabe – alguma parcela da esquerda burguesa e pequeno burguesa que busca uma “alternativa” aceitável pelo golpista, quem sabe sob o rótulo de “frente ampla”, como defendido pela PCdoB e outros setores.