Ciro, Manuela e Boulos participam de debate sem Lula, com golpistas, e não denunciam nada

ciro-manuela-boulos-600x450

A Unale (União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais) promoveu na quinta-feira (10-05) em Gramado RS, um debate com alguns pré-candidatos à presidência da república, já que o principal candidato que é o ex-presidente Lula continua preso e excluído desses debates.

Participaram do debate os pré-candidatos diretamente ligados ao golpe, como o ex-ministro golpista Henrique Meirelles do PMDB e Álvaro Dias do partido PODEMOS. E pelo lado dos que se dizem contra o golpe, conhecidos como candidatos “abutres”, por estar disputando o espólio eleitoral de Lula, os  pré-candidatos Ciro Gomes do PDT, Emanuela D’Ávila do PCdoB e Guilherme Boulos do PSOL.

O debate mostrou que tantos os pré-candidatos golpistas, como os que circulam pelas manifestações contra o golpe, a exemplo de Manuela e Guilherme Boulos, a palavra golpe está proibida de ser pronunciada,  e que eles fazem parte do circo montado burguesia golpista de que as eleições de 2018 é pra valer e será “democrática”, mesmo tendo os golpistas colocado o principal candidato na cadeia para que ele não possa concorrer.

O debate ameno, típico debate de compadres, ficou assentado na cretinice política de fazer propostas para economia e crescimento econômico, como a formula de tributação e investimentos sociais, sabendo todos que o país está dominado pelos golpistas do sistema financeiro internacional, e que qualquer mudança só será feita através da derrota dessa setor econômico que controla o golpe no Brasil.

No caso dos candidatos abutre, o cinismo é ainda maior, já que Manuela e Boulos tratou de formar no debate um um campo de esquerda, com o candidato abutre Ciro Gomes, que nos últimos dias tem se mostrado um candidato diretamente ligado ao golpismo.

O pré-candidato Ciro Gomes é o abutre que mais está do lado dos golpistas, sua equipe econômica já anunciou que privatizará 90% das estatais no país, e pra isso já está preparando o seu vice, um homem da produção, ou seja, que é um explorador da classe operária, estando cotado para essa vaga o mega empresário Benjamim Steinbruch, futuro presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, o do pato amarelo, da destruição da CLT, da “reforma” trabalhista golpista.

São todos figurantes de uma eleição escandalosamente fraudada na sua essência. candidatos que estão tentando fazer o povo esquecer o principal candidato do povo brasileiro, que é Lula, que está preso, justamente por ser o verdadeiro candidato, e o único da esquerda que pode de fato se opor ao golpe .

É por isso que a palavra de ordem do PCO (Partido da Causa Operária) é a única que tem uma validade de luta contra o golpe, que é  a defesa incondicional a  candidatura de Lula  dizendo  é  “Lula ou nada!”