Ciro Gomes sobre a greve dos petroleiros de 1995: “paralisação típica do corporativismo fascistoide do Brasil”

ciro no exercito

Com a greve dos caminhoneiros e dos petroleiros expondo a política liberal dos golpistas no Brasil de entrega do petróleo nacional para os grandes capitalistas das empresas petrolíferas internacionais, é necessário dizer que essa política foi intensa no governo do PSDB de FHC (Fernando Henrique Cardoso).

Naquela época, com a introdução do famigerado plano Real e a política de privatização das estatais brasileira, os petroleiros no Brasil realizaram em 1995 uma das maiores greves da história da categoria.

Fernando Henrique Cardoso, usou o exército brasileiro para atacar a greve, o Judiciário golpista, a exemplo de hoje,  declarou a greve abusiva e tascou uma multa impagável a categoria, que obrigou os sindicatos de petroleiros, modificar a forma de recebimento das mensalidades dos trabalhadores para não fecharem as portas.

O ataque de FHC a greve dos petroleiros foi tamanha que o período marcou o refluxo do movimento operário no país, que até os dias de hoje tenta se recuperar da agressividade daquele governo capacho do imperialismo.

Aproveitando a derrota da greve, e o refluxo do movimento, o governo FHC transformou a Petrobrás em empresa de sociedade anônima, vendendo suas ações para capitalistas internacionais.  A política de entrega da Petrobrás pelos tucanos, só foi interrompida depois pelo governo do PT.

Uma coisa marcante daquele período foi a declaração do atual candidato “abutre” Ciro Gomes, que tinha sido ministro do governo de Itamar Franco, avalizador do Plano Real e depois ministro do próprio FHC.

Ciro Gomes declarou na imprensa golpista que a greve dos petroleiros de 1995 era um ato “fascista” contra a população, a mesma cantilena direitista que os golpistas dizem hoje da greve dos petroleiros contra sua política de reajuste de preços dos combustíveis.

Essa recordação histórica mostra claramente que Ciro Gomes não passa de mais um capacho dos interesses do capitalismo mundial no país, e que seu discurso de “nacionalista” não passa de uma demagogia eleitoral, visando enganar parte do eleitorado de Lula que luta contra o golpe e pela defesa de todas as estatais no país.