Ciro Gomes não deveria ser chamado para a Bienal da UNE em Salvador
ciro
Ciro Gomes não deveria ser chamado para a Bienal da UNE em Salvador
ciro

No dia 6 de fevereiro, teve início o XV Conselho Nacional de Entidades de Base (Coneb) da UNE. Em uma das atividades, esteve presente Ciro Gomes, que desempenhou, nas eleições de 2018, o papel de candidato-abutre, contribuindo para a vitória eleitoral da direita. Em seu discurso, Ciro atacou o PT e defendeu uma política de colaboração com os bolsonaristas – os estudantes reagiram vaiando o abutre e gritando “Fora Ciro”.

A reação dos estudantes é um importante sinal da acentuada polarização política existente no Brasil. Há uma forte tendência à mobilização contra o governo Bolsonaro e pela liberdade de Lula, de modo que os carreiristas e oportunistas que se propõem a colaborar com a direita estão sendo alvo de protestos.

Ciro Gomes, contudo, não foi para o Coneb por conta própria. O abutre só apareceu no evento porque foi convidado pela própria UNE – que é comandada, há anos, pelo PCdoB.

A UNE jamais deveria ter convidado Ciro Gomes para o XV Coneb. Ciro Gomes já havia declarado que Lula não era um preso político, fugiu do Brasil para sabotar a candidatura do PT no segundo turno das eleições de 2018 e, mais recentemente, participou de uma reunião que teve como objetivo apoiar o golpe imperialista na Venezuela.

Ciro Gomes é um inimigo de todo o movimento de luta contra o golpe e, portanto, de todos os estudantes brasileiros. O governo Bolsonaro, apoiado de maneira muito mal disfarçada por Ciro Gomes, planeja acabar com a Educação Pública. Nos projetos da direita, está a instituição do Ensino à Distância para os filhos dos trabalhadores, a censura por meio do Escola sem Partido, a privatização das universidades etc.

O convite da UNE a Ciro Gomes também revela uma insistência da Direção do PCdoB em adotar uma política de submissão aos interesses dos golpistas. Há pouco tempo, o PCdoB apoiou o candidato de Jair Bolsonaro à Presidência da Câmara dos Deputados. A ala esquerda do partido, por outro lado, que se mostra disposta a lutar pela liberdade de Lula, se revoltou contra a decisão.

A política dos estudantes para o governo Bolsonaro não pode ser a de fazer demagogia com Ciro Gomes ou os bolsonaristas. É preciso mobilizar todos ps explorados para levar adiante uma verdadeira luta contra os golpistas, ancorada nas palavras de ordem de “Fora Bolsonaro” e “Liberdade para Lula”.