Vale tudo contra Lula e o PT
As manifestações de Patrícia Pilar em favor de Boulos, uma importante apoiadora de Ciro Gomes, mostram mais uma vez o movimento da “frente ampla” sem o PT.
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O "carinho" entre Boulos e Ciro Gomes nas eleições de 2018. | Reprodução

Há um antigo ditado que diz: “diga-me com quem tu andas, que eu te direi quem tu és”. Tal ditado traz mais sabedoria quando aplicado à política do que se valer daquilo que é escrito e falado na imprensa capitalista diariamente. Tal sabedoria é uma arma preciosa para interpretar personagens políticos, uma vez que a aparência tem mais a ver com aquilo que se quer parecer, do que aquilo que realmente é.

No caso do candidato do PSOL à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, vemos mais uma vez surgir um “fenômeno eleitoral”. Seria inclusive o maior “fenômeno eleitoral de 2020”… segundo a revista Veja. Ou seja, a revista semanal da editora Abril (propriedade da família Civita), que foi um dos principais porta-vozes do golpe de Estado contra a ex-presidenta Dilma Roussef, agora está maravilhada com o esquerdista Boulos. Algo a se estranhar, uma vez que a revista Veja chegou a virar notícia em todo mundo, tamanho o nível de agressividade e de mentiras contra Dilma, Lula e o PT. Outro fato marcante da revista semanal, é que no dia que antecedeu a votação presidencial de 2014, a revista semanal, que geralmente é vendida nas bancas num valor superior a R$10,00, foi distribuída massivamente em todo país como uma espécie de panfleto de “boca de urna” pró Aécio Neves (PSDB) e contra Dilma Roussef (PT). Naquele mesmo ano, Boulos “liderava” o movimento “Não vai ter copa”, com os aplausos da Veja e toda imprensa capitalista. O esforço golpista não foi suficiente para derrotar o PT nas eleições de 2014, mas ajudou como “fôlego” para a campanha golpista.

Além do apoio “misterioso” que o esquerdista Guilherme Boulos recebe da Veja, da Folha de S. Paulo etc, também é significativo o apoio de determinadas personalidades políticas como Caetano Veloso e mais recentemente de Patrícia Pilar. No caso de Caetano Veloso, um artista que é um histórico anti-petista, apoiador do governo Fernando Henrique Cardoso contra Lula, e que recentemente manifestou apoio à candidatura de Boulos. O cantor chegou a organizar um show virtual em apoio à Boulos.

Já a atriz Patrícia Pilar, tem manifestado nas redes sociais da internet o apoio ao candidato do PSOL em São Paulo. Em uma série “posts” do Instagram e do twitter Patrícia reproduz vídeos de Boulos e manifesta a sua aprovação.

Veja abaixo um comentário de Patrícia Pilar respondido prontamente por Boulos no Instagram:

O apoio de Patrícia Pilar poderia parecer um simples apoio de uma artista a um candidato, mas não é o caso em questão. Patrícia Pilar, ex-mulher de Ciro Gomes, é uma notória apoiadora política de seu ex-marido. A artista é uma espécie de “ponte” com os artistas para o eterno candidato que encarna a “frente ampla”. Patrícia organiza atividades sociais e participa ativamente das campanhas de Ciro, que é o candidato apoiado pela burguesia para tentar enfraquecer a polarização política no país entre as classes sociais. Ou seja, é um político que tem uma função: tentar tirar o PT e Lula de um dos polos políticos, justamente por ser o partido com maior apoio das organizações operárias e populares.

Veja aqui uma publicação recente onde Patrícia Pilar apóia Ciro Gomes:

As manifestações de Patrícia Pilar mostram o apoio indiscreto de Ciro Gomes à candidatura de Boulos. Ou seja, Ciro Gomes espera que o PT seja “sepultado” nas eleições em São Paulo para que cresça a pressão contra uma possível candidatura de Lula nas eleições presidenciais de 2022.

Ciro Gomes já havia manifestado apoio a Boulos ainda nas eleições de 2018, quando declarou num evento organizado por Patrícia Pilar para artistas que “quem quisesse votar na esquerda, deveria votar em Boulos”. Ou seja, ali o candidato direitista, escondendo-se atrás do termo fantasioso “centro-esquerda”, manifestou mais uma vez o sentido do apoio a Boulos, tirar o PT do “páreo”.

Veja a notícia do jornal “O Globo” destacando a fala de Ciro Gomes:

 

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