De esquerda?
Burguesia prepara um bloco pseudo-esquerdista como saída diante do colapso de Bolsonaro e dos partidos burgueses tradicionais
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O governador Aécio Neves se reuniu, nesta terça-feira (16/07), no Palácio das Mangabeiras, com o ex-presidente Itamar Franco. Também estiveram presentes, o ex-governador Francelino Pereira e o deputado federal Ciro Gomes (PSB/CE).

Crédito: Pedro Cisalpino-SES
Gomes é um político da burguesia pró-imperialista |

Desde o começo da crise que levou ao golpe contra Dilma Rousseff, a burguesia manobra para criar uma alternativa pseudo-esquerdista e democrática ao bloco dominante, ou seja, dos partidos burgueses tradicionais.

Essa alternativa sempre foi encabeçada por Ciro Gomes, que tomou o PDT, e que tem participação de PSB, Rede e PV.

É preciso deixar claro que, embora procurem apresentar-se como uma alternativa esquerdista,  todos esses são partidos burgueses, inclusive da oligarquia de alguns Estados.

Até o momento, o êxito não tem sido grande, o que se pode medir não tanto pelo voto, que é em grande medida um voto oligárquico, de curral eleitoral, mas pela criação de uma base dentro da pequena burguesia.

Ciro Gomes tem conseguido avançar um pouco nesse sentido, principalmente utilizando o nome do PDT e de Brizola para um discurso de tipo nacionalista completamente artificial, já que sempre foi um político de partidos pró-imperialistas.

Numa mudança da situação, no entanto, é possível que essa operação venha a ganhar maior vulto.

O importante é deixar claro que não se trata de uma manobra inocente, mas sim de uma manobra discutida, pactuada e organizada com outros setores da burguesia que derrubaram o PT e elegeram Bolsonaro.

Esse próprio bloco, que procura apresentar-se como sendo de esquerda, foi responsável pela eleição fraudulenta do atual presidente.

Qual seria o momento da burguesia usar essa carta? Em um cenário em que Bolsonaro não tenha condições de se reeleger, e o chamado “centrão”, ou seja, os partidos tradicionais da burguesia, não consigam apresentar uma candidatura sólida para 2022, sobraria a alternativa do bloco de Ciro Gomes.

É por isso que esse bloco se apresenta em oposição a Lula, único capaz de aglutinar detrás de si um grande eleitorado e que tem algum poder político próprio, atraindo inclusive alguns elementos da própria burguesia.

Fica claro, nesse cenário, que a função desse bloco constituído pelos partidos que apresentaram o pedido de impeachment seja a de impedir o desenvolvimento de um bloco efetivamente de esquerda, que se daria muito provavelmente em torno de Lula.

Nesse sentido, a frente ampla propagandeada por vários setores da esquerda seria um verdadeiro abraço de urso. Significaria a completa subordinação de todas essas organizações populares, em primeiro lugar o PT, mas com ele também a CUT, aos partidos burgueses; ou seja, sua completa anulação política detrás de uma orientação que conduz ao acordo com elementos da direita nacional.

A única política que permite desenvolver uma efetiva oposição ao governo Bolsonaro e uma ação em defesa do interesse popular e dos trabalhadores é uma política de total independência desses setores burgueses. É preciso constituir esse bloco de esquerda numa verdadeira frente de luta, não eleitoral, para derrubar Bolsonaro e fazer avançar as reivindicações populares.

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