Ciro diz a publicação dos EUA que o Brasil não aguenta um governo de esquerda

Brazil's former national integration minister Ciro Gomes gestures during the launching of his pre-candidacy for Brazil's presidential election for the Democratic Labour party, at the National Congress, in Brasilia

Da Redação – O pré candidato à presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, em entrevista à “Americas Quarterly”, publicação sediada em Nova Iorque, dia 21, que o Brasil “não aguenta um governo de esquerda” (Brazil cannot endure a leftist government).

Capa da entrevista do Cirobutre

A declaração já repercutiu por aqui, inclusive em sítios da imprensa alternativa, que parecem ter dado uma “aliviada” na declaração do candidato, traduzindo “endure” como “suportar”, o que pode dar a entender “apoiar”. Nada disso. Ciro realmente detonou geral. Tanto é assim que a própria publicação o define como tendo “uma das línguas mais afiadas da política brasileira”.

Em uma entrevista de uma hora de duração, o candidato do PDT declarou textualmente: “meu projeto é de centro-esquerda, claramente. O Brasil não precisa de, e não aguenta, um governo de esquerda”.

Além disso, Ciro criticou Lula e ofereceu apoio “total” às investigações da Operação Lava Jato. Ciro disse que o PT, conduzido por Lula, cometeu muito erros, entre eles o de se recusar a subscrever a atual Constituição. “Ele está defendendo uma Constituição que ele se recusou a assinar”.

A afirmação de Ciro na publicação imperialista repete uma das muitas mentiras que a direita inventou sobre o PT e Lula. Em uma entrevista ao Estadão (jornal O Estado de S. Paulo, 29/10/2013), Lula negou que o PT tenha se recusado a assinar a assinar a Constituição de 1988. Lula declarou: “chegamos aqui com um projeto de Constituição e com um projeto de regimento interno. Até brinquei outro dia que se a Constituição proposta pelo PT tivesse sido aprovada, eu teria um pouco de dificuldade de governar o País. O dado concreto é que nós não votamos favorável à Constituição porque tínhamos o nosso projeto, mas assinamos por ter participado do processo constituinte”.