Cínico: General Heleno defende massacres da Ditadura, mas reclama de “discurso de ódio” contra Bolsonaro

general heleno

Um dos principais setores que apoiam a candidatura de Bolsonaro é a ala direita, de cachorros loucos, de militares do alto comando das Forças Armadas. Isso fica explícito com o vice de sua chapa, o General Hamilton Mourão, que ano passado fez declarações à maçonaria no sentido de que as FA estava tramando um golpe militar e já estavam prontas para agir.

Recentemente, um General próximo da campanha de Bolsonaro, o General da reserva Augusto Heleno disse que a suposta agressão feita contra Bolsonaro nesta quinta-feira (06/09) é “resultado de uma campanha de ódio que está sendo feita contra ele, uma campanha de ódio, da qual ele foi vítima”. Ainda se fazendo o questionamento “No fim, era ele o intolerante?”.

Isso daí demonstra o cinismo dos militares brasileiros. Apesar de defender todas as atrocidades realizadas pela ditadura militar (1964-1985), como tortura, sequestro, separação de famílias, assassinatos, atentados e assim por diante, o General Heleno ainda teve o (mau) caráter de se pronunciar contra a “campanha de ódio” feita contra Bolsonaro.

Bolsonaro é uma máquina de ódio contra a população pobre, negra e trabalhadora do Brasil. Já se pronunciou diversas vezes no sentido de que deveria “metralhar a rocinha”, de que os índios e quilombolas não deveriam ter terras e que a polícia estava certa em matar inocentes. Nada mais natural que pessoas se revoltem e atentem contra sua pessoa. Portanto, esse discurso demagógico em defesa da “paz”, em eleições numa conjuntura extremamente conturbada, não passa de cinismo vindo dos defensores da ditadura militar.