Cinco mil servidores vão às ruas de Cuiabá: construir greve geral
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Cinco mil servidores vão às ruas de Cuiabá: construir greve geral
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No último dia 12 de fevereiro (terça-feira) os servidores públicos estaduais realizaram uma paralisação de 24 horas, da qual participaram os servidores do poder executivo, que estão sendo duramente atacados pelo que tem sido chamado de Pacote de Maldades do governo Mauro Mendes (DEM). O momento mais importante da paralisação foi uma manifestação realizada pelos servidores.

A imprensa burguesa, como de praxe, considerou que o ato foi pequeno, como se pode observar no sítio da golpista Gazeta Digital: “Apesar do ato público ter sido pequeno, as acusações e troca de farpas estiveram presentes”. Tal afirmativa passa a impressão de a atividade se resumiu a meia dúzia de brigões, entretanto, cerca de cinco mil servidores na capital e milhares nos demais municípios do estado foram as ruas protestar contra os ataques do governo. A ampla participação dos servidores na manifestação pode ser facilmente observada através dos registros do fotógrafo Francisco Alves, como pode-se ver na fotografia ao lado.

A manifestação na capital durou em torno de quatro horas, com concentração em frente ao prédio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A caminhada atravessou o viaduto do CPA, passou pela Secretaria de Estado de Educação, Tribunal de Justiça, Palácio Paiaguás e terminou na Assembléia Legislativa de Mato Grosso, lugar onde os servidores haviam sofrido dura repressão no mês passado.

O sucesso da atividade indica a tendência à mobilização que se mostra na população e, nesse caso específico, nos servidores públicos, que não estão dispostos a aceitar tais ataques. É importante lembrar que esses ataques fazem parte da agenda econômica do golpe de Estado, haja vista que o programa de Mauro Mendes para a economia em Mato Grosso é o mesmo de Bolsonaro, que quer impôr à população um verdadeiro regime de miséria.

Frente a um ataque tão grande, que tem como objetivo obrigar os trabalhadores a pagarem pela crise capitalista a todo custo, não há justificativa para qualquer tipo de colaboração com Mendes ou com Bolsonaro. É preciso construir comitês de luta contra o golpe entre os servidores para mobilizar as categorias a construir a greve geral contra Mendes e contra o Bolsonarismo, pois só a mobilização dos trabalhadores pode barrar a ofensiva da direita golpista.