Volta às Aulas Presenciais
UFRJ usa seu prestígio para defender o indefensável e põe a população em perigo.
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Colégio Estadual Olga Benário Prestes, Rio de Janeiro. | Wikimapa

A Universidade Federal do Rio de Janeiro divulgou nesse final de semana uma nota apoiando o retorno da aulas nas escolas. O informe diz que a retomada das aulas é necessária e imprescindível contanto que minimize os riscos de exposição tanto das crianças e adolescentes quanto dos professores e funcionários das instituições de ensino.

Assinada por um grupo de cientistas da instituição, a nota usa o prestígio da UFRJ e o peso da opinião científica para justificar a retomada das aulas no estado, no entanto destaca o que é óbvio para qualquer um, mesmo para quem não é um prestigiado cientista dessa importante universidade, quando condiciona a medida a três níveis de proteção a serem observados.

  • minimizar a transmissão do vírus dentro da escola
  • minimizar a importação do vírus para dentro da escola,
  • minimizar o número de contactantes de um caso positivo dentro da escola.

Os condicionantes enumerados pelos cientistas, por sua obviedade, demonstram o caráter político da nota e afastam qualquer intenção positiva de cunho científico que a medida pudesse conter. Afinal, qual seria a vantagem para a população na retomada das aulas diante dos riscos existentes?

Já denunciamos anteriormente em diversas matérias, que a volta às aulas é um ponto importante para a burguesia mundial, uma vez que toda uma cadeia produtiva da atividade econômica se apoia na presencialidade das aulas de milhões de crianças e jovens.

A defesa da retomada das aulas presenciais por setores da política nacional encabeçada pelo bolsonarismo, é agora seguida pelo governos estaduais, até pouco tempo denominados “científicos”, demonstram que o discurso anteriormente adotado por estes nada mais era do que pura demagogia política.

Professores da rede pública de ensino do Rio de Janeiro denunciam que não há condições de higiene para a retomada das aulas, citam a incapacidade das escolas de garantir o distanciamento mínimo de 1,5 metros entre as carteiras, a falta de funcionários para fazer a limpeza e precariedade geral das instalações. Isso demonstra o caráter oportunista e inócuo do protocolo de segurança apresentado pelos cientistas da UFRJ. Afinal, se o conjunto das escolas públicas não garantem sequer o fornecimento de água nas torneiras, como irá garantir o cumprimento de um protocolo complexo baseado em uma rígida disciplina de biossegurança?

Apoiar a retomada das aulas em meio a pandemia é mais que uma farsa científica, é uma irresponsabilidade e um ato genocida contra a população pobre, é um ataque deliberado contra os estudantes oriundos da classe trabalhadora e seus familiares que confiam na cientificidade das posições adotadas pelas universidades, sobretudo daquelas tão prestigiadas quanto a UFRJ. A nota portanto, deve ser rechaçada e repudiada como tal, tanto pela comunidade científica quanto pela imprensa em geral.

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