Alemanha
Mesmo sob a ameaça de uma segunda onda da pandemia, país europeu exporá povo ao vírus
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Angela Merkel, Federal Chancellor of Germany, speaking during Special Address by Angela Merkel, Chancellor of the Federal Republic of Germany session at the World Economic Forum Annual Meeting 2020 in Davos-Klosters, Switzerland, 23 January. Congress Centre / Congress HallCopyright by World Economic Forum/Ciaran McCrickard
Foto: World Economic Forum/Ciaran McCrickard |

Nos últimos dias, diversas iniciativas por parte do governo  federal alemão, comandado pela conservadora Angela Merkel, integrante da União Democrata-Cristã, estão pondo fim ao isolamento social. Segundo divulgado pela imprensa local, até mesmo as práticas esportivas coletivas estão sendo liberadas. Embora Merkel tenha decidido distribuir o peso da medida entre os governos estaduais, que receberam a autonomia de regulamentar a maneira como essas práticas serão reiniciadas, o fato é que não há limites definidos para a abertura.

Em praticamente todos os estados alemães, as academias e centros de dança estão sendo reabertos. Os locais estão sendo obrigados a tomar várias medidas especiais, como a proibição de que haja duas pessoas em um espaço de sete metros quadrados e a obrigatoriedade de que os usuários lavem as mãos ao entrar e ai sair das academias. Ao que se sabe, não há nenhuma regra que determine claramente o papel das academias de desinfetar os ambientes.

O retorno de atividades como essas, que já extrapolam, em muito a categoria de serviços essenciais, põe à prova o fato de que a política do governo alemão é a de liquidar completamente o isolamento social. Isso, por sua vez, se dá em um momento em que há muita indefinição sobre o futuro da pandemia de coronavírus. Em várias partes do mundo, como no Brasil, centenas de pessoas estão morrendo diariamente por causa da doença. Além disso, vários dados têm apontado para a possibilidade de uma segunda onda da doença acometer, sobretudo, a China, a Coreia do Sul e a própria Alemanha!

A flexibilização da quarentena — que, na verdade, nunca foi completamente implementada em lugar algum do mundo — mostra, mais uma vez, que os governos em todo o mundo estão sob pressão dos capitalistas para destruírem qualquer medida que vá de encontro a seus interesses. Não fosse assim, o governo alemão não estaria arriscando seu povo a ser vitimado por uma segunda onda da doença.

Chama bastante atenção o caso da Alemanha porque a imprensa capitalista mundial, sendo apoiada por vários setores da esquerda pequeno-burguesa, vinham atribuindo uma série de elogios a Merkel, que seria uma “grande estadista”, uma “cientista” e, como não poderia deixar de ser, “responsável”. Sua política, no entanto, não mostra nada disso: a Alemanha teve 7.792 mortes, algo em torno de 0,01% de toda a sua população, e já está declarando o fim do isolamento social. Enquanto isso, a Venezuela, que não recebe o mesmo tratamento por parte da imprensa e da esquerda pequeno-burguesa, teve apenas 10 mortes, algo em torno de 0,00004% de seu povo.

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