Escolas de concentração
Aumento de casos de Covid-19, uma nova cepa mais letal e infecciosa, Covas e Doria do PSDB insistem em reabrir as escolas mostrando a politica nazista da direita
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Prefeito de São Paulo Bruno Covas e governador João Doria | Foto: Divulgação
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Prefeito de São Paulo Bruno Covas e governador João Doria | Foto: Divulgação

Como não poderia deixar de ser, a cada dia que passa a volta às aulas em São Paulo, mostra claramente a politica genocida e criminosa do governador e prefeito “científicos” do PSDB João Doria e Bruno Covas. No dia 25 de setembro do ano passado, em um evento oficial sobre a pandemia os dois direitistas se encontravam no Palácio dos Bandeirantes, onde Covas prometeu realizar testes em todos os professores, alunos e funcionários da rede municipal de ensino antes de reabrir as escolas. No entanto o prefeito de São Paulo interrompeu as testagens em dezembro após atingir 17,7% da meta, ou seja, 137.589 pessoas de um total 777 mil testes que deveriam ser feitos.

Primeiro é preciso deixar claro, que se o prefeito da capital do estado mais populoso do país, saiu a campo para prometer essa testagem em massa para a comunidade escolar, é por que a coisa é feia e tem a perfeita consciência da gravidade e o perigo que é a abertura das escolas em pleno aumento das mortes e infecções pelo Covid-19 no país. Por outro lado mostrando toda sua incapacidade e mentira durante o período de campanha eleitoral, agora vem a tona que nem a primeira meta, que era testar 181 mil pessoas entre 1° a 10 de outubro ele cumpriu. A segunda fase então é uma piada, em 11 de novembro teve o seu inicio e testou 1.331 professores e funcionários e 247 crianças.

A direita canalha para manter seus acordos com a burguesia para salvar os lucros dos capitalistas fizeram até promessa para a comunidade escolar que não vão cumprir. Nesse momento as escolas são verdadeiros campos de concentração a mercê de um vírus mortal que pode infectar e matar centenas de milhares de pessoas. Diante da aglomeração e da facilidade de contagio do vírus, as escolas não são apenas verdadeiros matadouros como um gigantesco foco de disseminação do coronavírus para todo o país. E os psdbistas estão tentando enfiar à força professores e estudantes em todo o Estado sem nenhuma politica séria de combate à pandemia.

Outro fato que é preciso denunciar e importante que a população tome consciência e se esclareça, é a denuncia feita pela APEOESP – Sindicato dos Professores de Ensino Oficial do Estado de São Paulo-, onde os casos de contaminação confirmados por Covid-19 em pessoas que trabalharam presencialmente nas escolas já passam 850 pessoas. Segundo outro Sindicato da categoria, o Sinesp, em relação a rede municipal de ensino – devido a posição correta de professores pais e alunos de entrarem em greve contra a volta às aulas – 882 das 1.400 unidades funcionando voltaram as aulas. Dentre essas, 580 escolas estão sem equipe de limpeza e 62 instituições em reformas.

As condições precárias das escolas públicas de São Paulo não são segredo para ninguém. No entanto tem aparecido dezenas de manifestações de pais de estudantes relatando a atual situação das unidades. Os problemas comuns entre as duas redes municipais e estaduais são gritantes, como falta de ventilação das salas, falta de energia elétrica, obras em andamento, escolas com um bebedor de água para centenas de alunos, banheiros quebrados, salas de aulas com goteiras, para nem falar da falta de itens de proteção e de prevenção contra o coronavírus, não há qualquer condição mínima de higiene.  Uma pesquisa divulgada em 2020 pela OMS e Unicef, apontou que quatro de cada dez escolas do Brasil não tinha estrutura para lavagem de mãos dos alunos.

Inclusive no inicio deste mês funcionários de escolas estaduais de Salto (SP) informaram sobre o uso de álcool em gel fornecido pelo Governo do Estado fora da data de validade, isso mesmo, álcool em gel vencido para os professores, funcionários e alunos. Os tucanos acusam o governo fraudulento de Bolsonaro de fascista e “negacionista”, mas seguem a mesma politica, e têm a mesma posição de reabrir tudo para defender os interesses dos bancos e grandes capitalistas, entre eles os tubarões do ensino pago, que querem que tudo volte a funcionar, mesmo que isso provoque a morte de centenas de milhares de pessoas.

Tudo isso em meio a uma superlotação nos hospitais e UTIs do Estado em que em muitas regiões já são 100% de suas capacidades. Vale lembrar, que já circula no Brasil uma nova cepa do vírus muito mais grave e com poder transmissão muito maior, para a qual nenhuma vacina que tenha se mostrado eficaz tenha sido apresentada. Nesta segunda feira (22) O Centro de Contingência em São Paulo antecipou o governo que São Paulo atingiu um novo recorde de pessoas internadas em UTIs com covid-19, são 6.410 pessoas internadas em situação grave nos hospitais. Neste momento em que o Estado já constatou a circulação da nova cepa vinda de Manaus, o número de mortes oficiais registrados desde o início da pandemia é de 57.855 óbitos, os casos de contaminação se aproximam dos 2 milhões de pessoas.

Porém é importante que em várias regiões do país professores pais e estudantes percebendo a loucura que é a voltas às aulas tenham feito inúmeros protestos contra essa medida nazista que é reabrir as escolas. Para pressionar os funcionários para irem para a morte os “científicos” e “democráticos” Doria e Covas ameaçam cortar o ponto dos trabalhadores e descontando dos seus salários. Sendo assim, o único meio para colocar os governantes nas cordas e derrotar essa politica criminosa é a organização popular nas ruas, fazer piquetes em frente as escolas, marcar reuniões convidar pais e a comunidade para conversas e colocar a população a par da gravidade do assunto.

Diante de toda essa situação catastrófica que se apresenta é preciso uma ampla mobilização. É necessário o apoio de toda a população, dos sindicatos que de fato querem agir em prol dos trabalhadores e impulsionar a greve geral da categoria, organizar protestos, manifestações, marchas e exigir desse governo genocida o imediato fechamento de todas as escolas. A volta às aulas só deve acontecer com o fim da pandemia e vacinação segura para todos.

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