Fecha bares e abre escolas
A política genocida de João Dória foi aprovada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo ao cassar liminar dos sindicatos e permitir volta as aulas

Por: Redação do Diário Causa Operária

O Tribunal de Justiça de SãoPaulo derrubou, na última sexta-feira, liminar contra o retorno das aulas presenciais no Estado de São Paulo para escolas públicas e privadas, impetradas a pedido do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e pela Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp),  AFUSE, Sindicato de Supervisores do Magistério no Estado de São Paulo , Centro do Professorado Paulista – CPP.

A liminar conseguida pelos sindicatos reivindicava que o governo do Estado, entre outras medidas se abstivesse de realizar qualquer atividade presencial com convocação dos filiados das entidades autoras, nas escolas do Estado de São Paulo, sejam públicas ou privadas, municipais ou estaduais, mantendo-se apenas a continuidade das aulas “online”.

A derrubada da liminar se deu com ação civil pública impetrada pela Procuradora Geral do Estado e pelo Subprocurador Geral do Contencioso Geral. Cinicamente o governo apresentou como pretextos a alegação de que a retomada das aulas ocorreria de modo gradual, respeitando as fases do famigerado e manipulável Plano São Paulo. Nem precisa argumentar, o tribunal controlado pelos tucanos, não se cansa de aprovar tudo o que é de interesse do governo genocida, não só contra os professores, mas contra toda população.

Segundo a argumentação fraudulenta do governo, usado perante os juízes, quanto mais severa a fase, menor será o número de alunos que poderá comparecer às escolas. A farsa aqui já é absurda, num momento em que o governo impõe a fase vermelha com o pretexto de não permitir aglomerações em virtude da pandemia, nos finais de semana, proibindo – inclusive – a abertura d abares e parques em todo o Estado. Os tucanos querem fazer crer que as coisas já voltariam ao ”normal’ na segunda feira às 6 da manhã, o estado retornaria ã fase amarela, dentro da sua política que a culpa é do povo.

Na semana passada, o governador decretou a fase vermelha do Plano São Paulo em diversas regiões e determinou o fechamento de bares e restaurantes às 20h e proibição de funcionamento nos finais de semana e feriados. O Como se o científico João Dória como a venal imprensa o classificou, para lançar sua candidatura a 2022, tivesse feito tudo ao seu alcance, como investimento na saúde ao invés dos bancos, quarentena nos primeiros meses para todos os trabalhadores com auxilio emergencial para a parcela desempregada e vulnerável para que estes ficassem em casa, mais ônibus e metros nas ruas para evitar aglomeração, testes em massa para localizar  e isolar contaminados,  hospitais de campanha (que estão fechados), dividir trabalhadores de serviços essenciais em horários de turnos de trabalho, diminuindo aglomerações em serviço.

Estes criminosos não fizeram nada, mas agora ao mesmo tempo em que ampliam a propaganda para tirar todo o ônus criminoso das costas dos governantes e dos capitalistas, eles com a ajuda da justiça impõe a volta as aulas em meio a um dos momentos mais cruéis da pandemia.

Cinicamente, o governo do PSDB, campeão mundial em ataques à Educação, insinua preocupação de que os alunos ao longo de todo o período sofreram prejuízos pedagógicos com a suspensão das aulas presenciais.

Isso quando não foi tomada qualquer medida real para garantir, nem antes, nem durante e nem agora, os direitos dos alunos e familiares e São Paulo tem mais de 53 mil mortos, sendo um dos locais mais arriscado no planeta terra para se contrair a covid e não há nenhuma medida real de combate à doença.

O governo inclui até mesmo fotos de escolas que se preparam para a volta, com carteiras equipadas com separações de acrílico, fato que imediatamente virou “meme” nas redes sociais de professores e estudantes. Pois na realidade nas escolas faltam até mesmo papel higiênico, sabonetes e muitos outros itens básicos de higiene.

A situação atual da crise sanitária não justifica a retomada das aulas presenciais nas escolas localizadas nas áreas classificadas pelo chamado Plano São Paulo, seja nas fases amarela, laranja ou vermelha.

O fascista João Dória que se apresenta há meses como oposição ao “negacionista” Bolsonaro na questão da vacinação do país, não é uma realidade mas apenas uma peça de propaganda do núcleo da campanha golpista de João Doria.

A vacina produzida pelo Instituto Butantã, que tem o menor índice de eficácia entre todas as vacinas, desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac teve sua aprovação pela Anvisa e, logo após, se tornou o centro de uma campanha na imprensa capitalista em prol de João Doria, “o salvador” da pátria. Porém, é preciso relembrar que este mesmo “salvador” não evitou as os mais de 53 mil mortos ocorridas em poucos meses pelo coronavírus no estado de São Paulo, ao qual é governador.

Em São Paulo, a pandemia registra somente no mês de janeiro mais de 6.000 novos óbitos (200 por dia, em média) , o que significa um aumento de 116% com relação ao mês de novembro.

Esse criminoso genocídio do Estado, faz com que SP – se fosse um País – estivesse em 11° lugar no ranking de países com mais mortes no Mundo.

João Dória comanda o Estrado mais rico do País com tais números ele é tão ou mais genocida que Bolsonaro, mesmo sendo exaltado pela direita e por toda a imprensa golpista e sequer ser denunciado pela esquerda.

Com a decisão a favor do  fascista, a única saída é deliberar e implementar a greve geral da Educação no Estado, única forma de impedir os planos genocidas de Dória e demais governos da direita em favor dos tubarões capitalistas e contra o povo.

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