Pena de morte
Exterminio “legal” de pobres nos EUA desencadeia onda de protestos e acirra a luta de classes
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Protesto por justiça no caso Breonna Taylor, Minneapolis, Minnesota, 26/Junho/2020 | Fibonacci Blue

Nesta quinta-feira (24/09), Christopher Andre Vialva de 40 anos, negro, ex-militar, foi executado por injeção letal na Penitenciária de Terre Haute, no estado de Indiana, nos Estados Unidos. Vialva e Brendan Bernard, foram condenados à morte no ano 2000 pelo assassinato de um casal de religiosos em Iowa, na base militar de Fort Hood em 1999, quando ambos tinham 18 anos de idade.

Esta é uma execução atípica, pois ocorre dentro do sistema federal de justiça. Devemos lembrar que Supremo Tribunal Federal restaurou a pena de morte nos EUA há quatro décadas, desde então, um total de 1.526 pessoas foram executados no país, dos quais apenas dez deles pelo governo federal.

A pena de morte aumentou depois que Bill Clinton aprovou, em 1994, um projeto de lei que expandiu a pena de morte em âmbito federal. Em 2020 já foram executadas 14 pessoas nos Estados Unidos, metade delas pelo governo federal.

A execução de mais um negro ocorre no mesmo dia em que grandes protestos explodem nos EUA contra a violência repressiva contra povo negro. Pelo menos 24 pessoas foram presas na quinta-feira durante os protestos na cidade de Louisville, Kentucky, após a decisão do tribunal do júri no caso do assassinato da jovem negra de 26 anos, Breonna Taylor. Para o júri, os policiais que abriram fogo contra Taylor tinham justificativa para usar a força em legítima defesa.

Breonna Taylor foi assassinada dentro da própria casa, na madrugada de 02 de março deste ano, por três policiais que arrombaram a porta e invadiram a residência da jovem. O caso Breonna Taylor ganhou repercussão com a adesão de ativistas e celebridades aos protestos que exigem justiça por sua morte.

O aumento das execuções de pobres, a maioria deles negros e latinos, pelos tribunais e pela polícia, e a reação da população em protestos que se generalizam por todo o país são sinais da grave crise social por que passa os EUA. Esta crise é reflexo da incapacidade do capitalismo em contornar os problemas causados pela profunda concentração de riqueza que produziu.

A solução da crise social americana não virá dos partidos burgueses, o problema não é apenas Trump ou os republicanos. Como vimos, foi o democrata Bill Clinton, tido como progressista, que acelerou as execuções pelo Estado. Cedo ou tarde a classe trabalhadora americana perceberá que é necessário se organizar politicamente por meio de um partido operário que rompa o bi-partidarismo burguês, o que poderá impulsionar a luta revolucionária em todo o mundo.

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