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Família de “coronéis”
Cid e Ciro Gomes usam métodos fascistas contra greve de PMs no Ceará
A família Gomes se utiliza de métodos fascistas para enfrentar qualquer tipo de manifestação democrática ou não.
cid trator
Família de “coronéis”
Cid e Ciro Gomes usam métodos fascistas contra greve de PMs no Ceará
A família Gomes se utiliza de métodos fascistas para enfrentar qualquer tipo de manifestação democrática ou não.
Cid Gomes e a retroescavadeira no momento do confronto. Imagem: reprodução
cid trator
Cid Gomes e a retroescavadeira no momento do confronto. Imagem: reprodução

Nesta quarta-feira (19/02), o senador cearense Cid Gomes (PDT) tentou entrar em um batalhão da Polícia Militar na cidade de Sobral que estava ocupado por policiais que estavam em greve. Os policiais militares fizeram uma barreira para impedir a entrada do senador, que estava em frente ao portão com uma retroescavadeira, ameaçando passar pelo piquete e não tendo resposta, avançou com o trator contra o portão e os policiais militares. E ocorreu que os policiais militares deram tiros contra o trator e o senador que acabou atingido na cabeça e no pulmão.

O objetivo desta matéria não é entrar nos detalhes da greve e nem sobre a Polícia Militar que tanto escrevemos neste Diário, e muito menos apoiamos sua greve ou caracterizamos como trabalhadores. Entre por que nesta polêmica com o PSTU, exatamente sobre o movimento dos policiais do Ceará.

Setores da esquerda comemoraram a tentativa de desocupação do quartel com uma retroescavadeira por cima do piquete dos policiais militares, mas deixam de lado que qualquer categoria deve ter o direito de greve e que passar por cima de um piquete de grevistas é um método da extrema direita fascista.

São cenas clássicas da direita atacar greves, manifestações e ocupações com extrema violência e passando por cima de tudo e de todos. Greves recentes de professores no Paraná, com o governador fascista Ratinho Júnior, foram duramente reprimidas pela direita.

Do ponto de vista da legislação, os policiais são proibidos de realizarem greves, mas isso é uma burocracia e não deve ser levada em conta. As categorias têm o direito à greve e esse direito para os policiais deve ser respeitado.

Os policiais, apesar de não fazerem parte da classe trabalhadora, estavam se utilizando dos mesmos métodos para sua paralisação. Se o ex-governador e atual senador Cid Gomes tentou passar contra um piquete de uma ocupação realizada por policiais, o que ele não faria com uma categoria de trabalhadores, como professores ou operários de uma empresa estatal?

A tentativa de passar por cima de um piquete feito por grevistas abre uma brecha para a direita se sentir no direito de fazer isso em outras greves e manifestações com maior justificativa. O governo ilegítimo de Bolsonaro está aplicando uma política de retirada do direito dos trabalhadores, privatizações e demissões nunca antes vista e está levando os trabalhadores a se mobilizar e realizar greves e piquetes, como no caso recente dos trabalhadores da Petrobrás, que realizaram piquetes e a ocupação da Fafen no Paraná.

Cid Gomes e seu irmão, Ciro Gomes, fazem parte de uma oligarquia do Ceará que sempre atuou violentamente contra os trabalhadores. Na greve dos professores em 2011, Cid jogou os policiais do Choque em cima de cerca de 300 professores da rede estadual em greve que estavam acampando em frente da Assembleia Legislativa e dezenas de professores foram feridos e sofrem processos administrativos por causa da greve. E Cid Gomes realizou isso da mesma maneira que fez com os policiais.

Tem que ficar claro que a família dos Ferreira Gomes, em particular Cid, não tentou passar por cima do piquete dos policiais militares porque eram fascistas, milicianos ou coisa do tipo. Estão acostumados a fazerem esse tipo de ação e, neste caso, quando pegaram uma categoria armada houve resposta violenta e o senador foi baleado. Fazem parte de uma oligarquia de direita que controla o estado do Ceará.